Plenário- PSD/Açores: “Governo trabalha para ultrapassar insucessos herdados dos executivos socialistas”

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António Vasco Viveiros PSD

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD/Açores, António Vasco Viveiros, considerou hoje que a anteproposta em discussão do Plano Operacional Açores 2030, revela “o trabalho exaustivo” do atual governo regional “para debelar os insucessos herdados dos executivos socialistas”.

O social-democrata realçou que, “apesar dos três quadros comunitários e dos mais de 4 mil milhões de euros recebidos pelos governos socialistas entre 1999 e 2020, a verdade é que os Açores não tiveram sucesso na necessária convergência social”, referiu.

António Vasco Viveiros lembrou que, “no final do século passado o PIB per capita dos Açores representava 68,5%, e em 2020 apenas 67,3% da média europeia”, reforçou, “num mau desempenho, que contraria as previsões dos governos anteriores”, disse.

Para o parlamentar “devemos também compararmo-nos, no mesmo período, com o desempenho dos países que estavam e estão em processos de convergência, todos eles com melhores resultados do que Portugal e do que os Açores”.

E recordou que o governo do PS se comprometeu a que a Região atingisse, em 2020, entre 80 a 85% da média do PIB per capita da UE, “mas o que se verificou foi uma diferença de cerca de menos 15% face a esse objetivo”.

O deputado social-democrata explicou que os Fundos Europeus, designadamente os Planos Operacionais “têm uma importância primordial pelos recursos financeiros que incorporam”, sendo “um instrumento essencial para o objetivo da convergência económica com a média da UE”.

Mas alertou que, “os fundos europeus não são garantia de sucesso só por si, como o demonstram as duas últimas décadas”, pelo que é imprescindível implementar políticas “que potenciem os efeitos dos apoios financeiros, com estratégias adequadas ao crescimento económico, como a redução dos custos de contexto das empresas, a melhoria dos transportes, a simplificação administrativa ou a captação de investimento externo”, adiantou António Vasco Viveiros.

Salvaguardando igualmente que, “ao debate sobre o PO Açores 2030 se deve acrescentar a situação social dos Açores, enquanto a região com maior pobreza a nível nacional, ou ainda com os piores resultados na educação e na saúde”.

“Urge conseguir a convergência social, sem a qual dificilmente teremos convergência económica”, disse António Vasco Viveiros, e o PO Açores 2030 “será uma agenda de convergência dos Açores, correspondendo às recomendações e regulamentos da Europa”, afirmou

O deputado sublinhou igualmente que, “pela primeira vez, a atual discussão pública da anteproposta do PO Açores 2030 permite recolher contributos dos partidos políticos, dos parceiros sociais, do poder autárquico e da sociedade em geral, numa atitude verdadeiramente democrática deste governo, que permitirá melhorar o documento e incorporar propostas que correspondam aos interesses dos Açores e dos açorianos”, concluiu.