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Presidente da Câmara afirma que “transformação global requer ação a nível local”

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O Município da Horta tomou este ano a decisão de reforçar o apoio à Campanha SOS Cagarro, tendo como principal objetivo alertar a população para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica na Região.
“Esta Câmara está sensível e expressa as suas preocupações nas áreas afetas à sustentabilidade ambiental e associou-se com grande agrado à iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional de Políticas Marítimas”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal da Horta na sessão de encerramento da campanha SOS Cagarro, realizada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.
Nesse sentido, Carlos Ferreira lembrou que foi reduzida a iluminação pública no Bairro da Horteco, na freguesia das Angústias, de 24 a 26 de outubro, e que tal irá se suceder também de 22 a 24 de novembro, nomeadamente na Rua Ilha Azul, Rua Ilha da Ventura, Rua Ilha de São Luís, Rua do Castelo (até ao Forte de São Sebastião) e também na EN1-1A (entre a rotunda da Azoria e a junção com a Rua Ilha Azul), ambos os períodos coincidentes com a fase da lua nova.
De 15 de outubro a 15 de novembro, o Município procedeu, a partir das 22H00, ao corte total da iluminação do campo de basquete do Parque Vitorino Nemésio (Parque da Alagoa), ecrãs LED da Avenida 25 de Abril e ainda do edifício da Câmara Municipal da Horta.
Para o edil, “esta é apenas uma ação, mas que se pretende tomar como fio condutor das políticas concelhias da responsabilidade da Câmara Municipal, prosseguindo assim os compromissos assumidos com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”, acrescentando que “o cumprimento da Agenda 2030 está dependente do papel ativo do governo local, não apenas enquanto implementador da Agenda, mas como agente transformador, porque a transformação global requer ação a nível local, e o Município da Horta assume este compromisso”.
O autarca entende ainda que “algumas medidas podem parecer pouco relevantes no panorama internacional, mas expressam o entendimento de que a biodiversidade e o património natural do concelho são elementos-chave para a identidade e distinção da ilha do Faial” e relembra a importância do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS 15 da ONU – Proteger a Vida Terrestre.
“A proposta que é feita às Autarquias, será a de criarem medidas de recuperação de zonas afetadas, de combate à desertificação e degradação dos solos, de combate à desflorestação e criação de corredores ecológicos que funcionam como refúgios e conexão entre os habitats”, concluiu.

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