Primar pelo bem-estar dos utentes e pela humanização dos cuidados é um dos objetivos de Cristina Abrantes

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Eleita com uma vantagem de 59 votos, Cristina Abrantes é a nova provedora da Santa Casa da Misericórdia da Horta.
Em conversa com o Tribuna das Ilhas, a provedora fala-nos da sua motivação, dos seus objetivos e de algumas dificuldades que a instituição enfrenta.
Com quase 500 anos, a Santa Casa da Horta emprega atualmente cerca de 190 pessoas e presta auxílio a quase duas centenas de utentes, entre todas as suas sete valências

TI – Num momento em que as instituições atravessam inúmeras dificuldades em encontrar meios humanos para os seus órgãos socias, este ato eleitoral foi um dos mais concorridos que a Santa Casa da Misericórdia da Horta já presenciou. Que comentários faz a esta situação?
Cristina Abrantes – Realmente é verdade. Como vivo aqui, às vezes penso que é exclusivo da sociedade faialense, mas não, acaba por ser transversal a várias sociedades. Arranjar corpos sociais para qualquer ato associativo é cada vez mais difícil por várias razões, principalmente nas instituições de cariz social em que faz parte dos seus orçamentos dinheiros que são injetados pelo Governo. As regras de fiscalização e tudo o resto são muito mais apertadas e é incutido aos órgãos sociais a responsabilidade dessa gestão e de tudo o que daí decorrer. É claro que é muito mais confortável estar nas nossas casas sem este tipo de preocupações.
De facto, este ato eleitoral foi uma situação talvez um pouco anormal. Sabíamos que o ato eleitoral deveria ser para o próximo ano, que o fim do mandato era no ano de 2018, só que, e não vou negar que, fazendo parte da Santa Casa porque trabalho lá desde da altura do ano do sismo altura em que foi criada a enfermaria de retaguarda, sabia que internamente a gestão não estava muito bem.
Depois soubemos que iria ter de haver eleições antecipadas e juntámos um grupo de pessoas para apresentar uma lista e concorrer aos órgãos sociais. Por motivos que não vale a pena estar aqui a dizer, não foi possível avançar com essa lista porque alguns dos elementos que eram propostos e que estavam mais ou menos organizados não tinham as condições exigíveis para poder fazer parte dessa lista. Mas continuámos a achar que estava mais do que na altura de a Santa Casa não ter uma lista única como tem sido habitual nos últimos anos e que era altura de renovar e de apresentar duas propostas para que os irmãos pudessem escolher entre as duas a que gostariam que os representasse.
O facto de ter duas listas e de serem duas mulheres, para mim, se calhar despontou mais o interesse dos irmãos.

TI – Já antecipava esta vitória ou ficou surpreendida?
CA – Não estava à espera que tivéssemos estes resultados. Vou confessar que sempre achei que pudesse ganhar, mas não de uma forma tão folgada. E posso explicar porque é que penso isso. Sinto que os irmãos e os idosos que me conhecem e mesmo os funcionários têm um carinho especial por mim porque sou uma pessoa que já anda naquela casa há muito tempo. Por outro lado, tem sido sempre um dos meus lemas primar pelo bem-estar dos utentes e pela humanização que se tem de ter numa casa destas em relação aos utentes que lá precisam de estar.

TI – Podemos dizer então que neste caso o facto de já ser funcionária e de conhecer bem a casa também foi uma razão para votarem mais em si em relação à concorrente?
CA – É uma suposição, não o posso dizer. Não sei se terá sido por aí ou pelo facto de ser da área da saúde e se calhar as pessoas acharam que eu poderia ter um tipo de competências diferentes. A leitura pode ser feita de vários ângulos.

TI – O que a motivou a candidatar-se a Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Horta?
CA – Foi conhecer a casa, conhecer os funcionários, ter uma boa relação com os eles.
Eu percebo que quem está á frente precisa de tempo. Uma das coisas que acho ser muito importante é ter tempo para ouvir as pessoas, para ouvir os utentes, para ouvir as famílias. No entanto, talvez um provedor a tempo parcial não tem a capacidade de dar essa resposta e por isso mesmo até aqui o que temos visto sempre é que são pessoas reformadas que assumem estes cargos porque têm disponibilidade.
Acontece que eu também percebo que hoje em dia com os grandes desafios que se põem e com as grandes mudanças que tem havido a nível de gestão organizacional se calhar é preciso pessoas que sejam dotadas de outros níveis de competências, que sejam capazes de gerir. Porque aquilo é uma empresa, uma empresa grande com muitos funcionários em que hoje em dia não podemos manter o nível de gestão ou tipo de gestão que se fazia, principalmente na gestão de recursos humanos e de materiais.
Os desafios são imensos e talvez seja preciso ter uma equipa com pessoas de várias áreas profissionais que consigam, em conjunto, encontrar a melhor formar de gerir aquela casa e isso também foi um pouco o que me motivou.
Para além disso, sou, normalmente, muito crítica e quem critica para poder manter a crítica ativa tem de se chegar à frente e assumir responsabilidades.

TI – A Cristina também já assumiu a Liga Portuguesa Contra o Cancro e continua, portanto, está sempre dedicada a estas instituições e à solidariedade social. Esse também foi mais um motivo que a levou a aceitar este desafio?
CA – Talvez. Tenho de assumir que tenho alguma predisposição para estas coisas. Ainda hoje estava a falar com o meu marido, não sei bem porquê, sobre o facto de a minha vida pessoal ser preenchida com períodos de grande sofrimento, consigo perceber e compreender melhor as pessoas que também, por motivos vários, passam por estes momentos de maior sofrimento. Temos de assumir a verdade de que num lar de idosos as pessoas já estão numa etapa da sua vida que é menos boa em que muitas vezes as famílias têm que deixá-los lá porque não têm outras condições para os ter e que isso provoca sofrimento nas pessoas, tanto em quem tem de lá ficar como na família que tem de as pôr. E é preciso ter pessoas que tenham compreensão. Eu tenho isso comigo.
Nunca tive medo de arriscar na minha vida e sei que isto é mais um risco, um risco grande porque isto é um trabalho pós-laboral que vou ter e não renumerado, mas já estou habituada visto que já não é o primeiro.
Isto não é o trabalho de uma única pessoa, é o trabalho de uma equipa e todos juntos acredito vamos fazer um bom trabalho.

TI – Quem são os outros membros da sua equipa?
CA – Vou dar os nomes pela lista que foi exposta publicamente porque segundo os estatutos depois podemos organizar, em termos de direção, os lugares, não têm de ser aqueles que lá estão. A lista que concorreu foi: eu para provedora; o Eduardo Pereira para vice-provedor porque é uma pessoa da área da gestão, tem experiência porque também é responsável pelo Lar das Criancinhas e tem noção do que é gerir uma casa deste género; em terceiro lugar e como secretária temos a Márcia Lourenço, responsável pelo serviço social do Hospital da Horta, porque achamos que era importante ter uma pessoa da área da ação social pois a casa é toda virada nesse sentido; em quarto lugar temos o Álvaro Melo que tem experiência de lavoura, também já foi comandante dos bombeiros e bancário e, portanto, é uma pessoa que pelo seu percurso profissional tem experiência; a seguir e como suplente temos o Estevão Gomes que foi autarca durante três mandatos e também é da área da saúde, já trabalhou na Santa Casa, tem um mestrado em Ética da Vida, ou seja, tem competências acrescidas; e temos como suplentes da direção a dona Fátima Capela, reformada que está ali na qualidade de familiar de um utente, a senhora Fátima Torres que também foi funcionária da Santa Casa muitos anos na secretaria e é uma pessoa muito importante visto que conhece bem a dinâmica da casa e a enfermeira Sofia Benjamim que é mais um elemento da área da saúde e que poderá ser sempre uma mais valia.

TI – Em linhas gerais quais são os principais projetos que pretende implementar durante este mandato? E objetivos?
CA – Uma das coisas que foi sempre assumida é: os estatutos falam na possibilidade de criar um Conselho Consultivo que é um grupo de pessoas que são convidadas de diferentes áreas de especialidades para serem os nossos conselheiros. Ou seja, quando tivermos de tomar decisões importantes ao nível das várias valências, porque a Santa Casa é um conjunto de imensas valências, podemos ter pessoas para nos aconselhar porque um dos nossos princípios é que um cabeça sozinha nunca pensa bem, tem de ser em conjunto. Aquela casa é de todos, é da comunidade, portanto, quantos mais elementos da comunidade estiveram ali a colaborar com aquela organização melhor. Todos irão ganhar.
O que nós achamos ainda que é muito importante e que será das primeiras coisas que vamos querer avançar é a formação do pessoal no sentido de podermos humanizar todos os cuidados que são prestados naquela casa. Os idosos e os doentes são pessoas vulneráveis e para trabalhar com pessoas vulneráveis é preciso ter certas competências e certos conhecimentos que não se pode obrigar uma pessoa a ter se não tiver formação para isso. Sabemos que não é fácil e que hoje em dia os empregos são cada vez mais precários e as pessoas mesmo sem formação nenhuma vão ocupar aqueles cargos e depois vão trabalhar com pessoas e não podem ser aquilo que se esperaria delas. Mas isso será o nosso grande objetivo: dar formação às pessoas e promover a humanização de cuidados. Depois o resto vem por acréscimo porque em primeiro lugar estão os utentes que são a razão de existir daquela casa. Tudo o que for feito à volta disso há de ser sempre com o objetivo de melhorar aquilo que as pessoas precisam.

TI – Esses conceitos serão também aplicados às outras valências, como o CAO e o Apoio ao Domiciliário?
CA – Sim, todos eles. O CAO é frequentado por pessoas portadoras de deficiência, são pessoas vulneráveis com necessidades especiais e os idosos que estão dos domicílios a mesma coisa. Portanto, será para todas as pessoas. Era o meu objetivo que todos os funcionários daquela casa tivessem pelo menos uma formação básica que abrangesse várias áreas de atuação, não só técnicas como também de comunicação para saberem lidar com as pessoas, saberem ouvir.

TI – Tem ideia de como se encontra presentemente a instituição a nível financeiro? E a nível administrativo?
CA – Não, concretamente não. Vamos deixar passar a época do Natal e vamos ter a primeira reunião com a mesa administrativa presente logo a seguir no início do ano. Ainda nem sabemos bem quando é que será a tomada de posse.
Julgo que haja poucas instituições que tenham uma boa situação financeira. Se a Santa Casa for uma das que tem uma boa situação financeira fico muito contente, mas não acredito muito nisso. Pretendo que se faça uma auditoria de contas logo no início de tomar posse porque cada mandato tem de assumir as responsabilidades da sua gestão. Por acaso há pouco ouvi na rádio que o Governo Regional anunciou que o primeiro semestre de 2018 vai ser para fazer auditorias a todas as empresas onde são injetados dinheiros públicos e as Santas Casas vão ser umas delas. Quando entrarmos queríamos legalmente uma base da qual possamos partir e assumir desde dessa altura as nossas responsabilidades em termos de gestão da casa. O que for para trás, quem teve antes é que terá de assumir.

TI – A Santa Casa tem várias valências, sendo duas delas o CAO e o apoio domiciliário. Qual é o ponto de situação em relação a cada uma destas valências?
CA – Não sei. São setores diferentes e cada setor tem um responsável e só depois de tomarmos posse é que havemos de reunir com todos os encarregados de setor para tentar perceber a dinâmica e depois fazer um plano de atividades para o primeiro ano de mandato.

TI – Sendo funcionária da Santa Casa há tanto tempo e sendo uma pessoa assídua, na sua opinião que dificuldades é que a Santa Casa enfrenta presentemente?
CA – É uma realidade, não podemos, nunca, descurar a parte financeira. Estas casas para se manterem precisam de apoio financeiro e sem dinheiro não se chega a lado nenhum. No entanto, na minha opinião, talvez há ali uma falta de organização dos setores e Isso é outra das coisas que é necessário fazer: primeiro construir um organigrama da casa que julgo não existir e estabelecer muito bem as funções e quem é dependente de quem para se pôr ordem na casa; e depois por setor tentar perceber quais são as dificuldades, o que de melhor tem aquela secção e onde é que se gasta o dinheiro por secção e perceber ali o que se pode melhorar. Se cada setor for bem organizado, no conjunto as coisas poderão melhorar.
Ali não tenho experiência, mas já fui responsável pelo do Hospital de Dia de Oncologia da Horta onde me propus a fazer um trabalho deste género durante um ano e consegui poupar algum dinheiro só na troca de produtos. Consegui um produto com as mesmas funções e com as mesmas características de qualidade a um preço mais barato. Acho que a Santa Casa precisa disso.

TI – Apesar de ainda não ter tomado posse, tem noção de quais são os apoios financeiros por parte do governo, se são suficientes ou precários? O que é que há a fazer nesse sentido?
CA – Não conheço ainda quais são os apoios reais de todas as valências, mas sei que o Governo apoia. No entanto, segundo o que já ouvi em algumas conversas, há algumas valências em que os apoios não são suficientes. Uma dessas valências é o domicílio que, segundo o que tenho ouvido falar, poderá não estar a ser rentável para a Santa Casa.
É preciso fazer uma avaliação daquilo que são os apoios e ajustar as coisas com as Secretarias porque isto é tudo à base de protocolos. Sei que os Cuidados Continuados têm um protocolo que é tripartido com a Segurança Social e com a Saúde e que me parece que o financiamento é ajustado na medida em que os utentes ainda comparticipam com 80 % daquilo que é a sua reforma, o ganho que eles têm. O lar, serão outros valores, mas também julgo que o Governo comparticipa. É uma questão agora de encararmos aquilo, fazer contas e ver o que é que se pode fazer.
De qualquer maneira lá está: o Governo apoia e precisa da Santa Casa porque esta dá uma resposta social nos locais que se calhar o Governo não chega.

TI – A sociedade atual está marcada pelo envelhecimento da população e também por grandes dificuldades sociais e económicas nessa faixa etária. A Santa Casa sente-se capaz de dar resposta a estas situações?
CA – A Santa Casa pela sua missão tem de que ser capaz de dar resposta a essas situações. Por isso é que precisa de ter ajudas do Estado e claro que conta também com os bens das pessoas que para lá vão e que é transformado em património. Os órgãos sociais da Santa Casa têm de ter o pensamento de usar os bens patrimoniais em função daquilo que são as necessidades dos utentes. Acho que é importante que aquilo que as pessoas deixam de valor à Santa Casa seja revertido em bens para uso delas e não para que sirva só para acumular porque é uma instituição de solidariedade. Porque aqueles que têm mais valor acabam por contribuir para a Casa poder ajudar aqueles que não o têm. E a gestão tem de ser feita sempre neste sentido. Pois quem não tem também precisa de ser apoiado de igual forma, pelos mesmos princípios.

TI – Em relação aos Cuidados Continuados e ao Lar, é do conhecimento geral que é difícil os idosos terem vaga em qualquer uma destas valências. Confirma que é verdade? O que pretende fazer sobre este assunto?
CA – A parte dos Cuidados Continuados é uma situação um pouco particular porque nos Açores foi criada a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em que cada ilha ficou com o número de camas que foram consideradas necessárias para a sua população. Foram feitos estudos, foram feitas contas e achou-se que para a Horta seriam necessárias 25 camas: 15 camas de longa duração e manutenção e 10 camas de média duração e reabilitação.
Só que muita gente faz confusão do que são os Cuidados Continuados. Estes acabam por ser um serviço do Serviço Regional de Saúde. É como se o Serviço Regional de Saúde tivesse aquelas camas alugadas à Santa Casa porque é paga uma diária por utente para terem acesso aos cuidados que estão instituídos por lei.
Isto foi criado precisamente porque a população está muito envelhecida, porque cada vez há mais diagnósticos de doenças crónicas, há mais doenças que são relacionadas com os idosos e que fazem com que o internamento no hospital fique muito prolongado.
A diária hospitalar é muito cara então para o Governo e para a Secretaria da Saúde fica mais barato a pessoa sair de uma cama do hospital e vir para uma valência de cuidados continuados de forma a que possa continuar a fazer a sua recuperação em vez de estar no hospital. Talvez a pessoa não precisa de ter alocada a si a quantidade de recursos que o hospital tem para lhe oferecer e assim fica mais barato.
O problema aqui é que isto não é de fácil gestão. Nessas camas de cuidados continuados é suposto haver também as camas para descanso do cuidador que são pessoas que estão em casa e têm um cuidador informal que fica cansado. Há quem passe 10, 15 anos a cuidar de outra pessoa e precisa de descansar, precisa de ir ao médico e precisa que a pessoa fique lá, por isso é preciso ter ali lugar para essas pessoas poderem ficar. Acontece que cada vez mais os pedidos são em maior número e o que está protocolado são 15 camas e é isso que é pago. Portanto, não é sequer uma coisa que a Santa Casa tenha poder de resolução porque foi esse o contrato que foi protocolado com a Secretaria.
Em termos de camas de Lar, as que temos estão cheias. É minha opinião, e agora não falo como futura provedora, mas a título pessoal, que a solução será para domicílio e não para internamento. Será criar equipas profissionais de apoio ao domicílio em que a pessoas ficam no seu espaço, no seu ambiente com um cuidador formal ou informal, isso depois logo se vê, mas isto tinha de passar também pelos Serviços de Saúde. Pois trazer as pessoas todas para uma instituição de lar a médio prazo vai ser muito complicado porque nós somos uma população muito envelhecida.

TI – Tendo em conta esse raciocínio e a explicação que está a dar considera que também o Governo devia estar mais desperto para esta situação e por exemplo alargar o número de camas ou alterar o protocolo, nomeadamente em relação ao apoio domiciliário para que a Santa Casa pudesse ter uma abertura maior a essas necessidades e a esses futuros utentes?
CA – É claro que o Governo tem um papel muito importante. Tem de haver vontade política para as coisas acontecerem e se a Secretaria pretender apostar em equipas domiciliárias a sério, equipas de saúde, isso é um passo importante para que se possa oferecer serviços ao domicílio que a pessoa precisa e sem ter de estar institucionalizada.
Por muita boa vontade que as pessoas tenham há coisas que não podem acontecer assim. Até aqui o que temos visto é que tem havido sempre prioridade em injetar os dinheiros a nível hospitalar, em cuidados diferenciados e hospitalares e não na parte da prevenção, neste caso na prevenção de complicações. Se uma pessoa tivesse uma equipa domiciliária, uma equipa de profissionais de saúde que se poderia chamar de equipa de cuidados paliativos ou de cuidados continuados domiciliários provavelmente a pessoa podia ter alta para o seu domicílio com o apoio destas equipas e ter melhores condições do que se estivesse institucionalizada.
Mas para isto tinha de se dar uma volta muito grande em termos de políticas de saúde na região e ficamos todos pendentes uns dos outros nesta situação.
Para já o nosso objetivo é manter as valências que temos a funcionar da melhor maneira possível.

TI – Quer deixar alguma mensagem aos utentes, à população e à sua equipa?
CA – A mensagem é que sei que vai ser uma tarefa muito árdua. Há decisões que terão de ser tomadas que, de certo, não irão agradar a todas as pessoas, o que é normal porque cada um tem a sua maneira de ver as coisas. É nossa intenção pedir sempre a colaboração e a corresponsabilização nas tomadas de decisão, mas claro que a última palavra será sempre dos órgãos da direção.
A nossa intenção é melhorar aquilo que tiver menos bem na Santa Casa, primar sempre pelo bem-estar dos utentes que são a nossa principal razão de existência. Pedir a colaboração de todos, dos funcionários porque sem eles nada é possível e da população em geral. Quem não é irmão que se faça irmão, que vá às assembleias para tomar conhecimento das contas daquela Casa, das decisões que se tomam e ajudar a tomar decisões porque a partir de uma certa idade começamos a perceber que aquilo vai ser a nossa futura casa. Tudo o que nós podermos fazer para melhorar as condições daquela casa será para benefício nosso.
Finalmente desejar um bom ano a todos os faialenses.

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