O título desta crónica é o início de uma frase de José Saramago, dos seus “Cadernos de Lanzarote – Diário III”, escrita há 30 anos, que, recorrendo à ironia e ao exagero, critica fortemente a tendência privatizadora dos sucessivos governos, desde o 25 de abril: “Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos (…)”. Vale a pena ler o restante deste já célebre parágrafo.
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