Promoção Local de Emprego

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 A situação económica e financeira do país, da região e do Faial não é recomendável. O modelo económico parece falhado, com consequências ao nível do setor público, do setor privado empresarial e das famílias.

Esta situação está a revolucionar o mundo do trabalho, onde muitos direitos e obrigações serão alvo de atualizações, umas positivas e outras nem tanto.

Uma coisa é certa, nunca houve uma taxa de desemprego tão elevada como há hoje, com esforços para correcção da situação financeira muito bruscos, que irão mexer de imediato no bolso de todos nós, enquanto ao nível económico, infelizmente, os resultados serão atingidos mais lentamente.

Temos esperança que, a nível nacional, se encontrem novos modelos de desenvolvimento que gerem emprego, contudo, a nossa preocupação mais próxima é a nível regional e, em concreto, ao nível do Faial.

A nível regional, urge mais medidas para fomentar o emprego, pois as que estão em vigor estão a revelar-se manifestamente sem resultados. Por exemplo, não faz sentido manter as candidaturas ao Estagiar L e T em apenas 2 meses do ano; se há urgência em criar emprego, estes programas deveriam estar abertos em permanência e quiçá, para determinadas ilhas menos populosas, deveria oferecer-se a possibilidade de candidatura de não açorianos, gerando, assim, emprego e aumento da população.

No que concerne aos sistemas de incentivos ao investimento, é necessário adaptá-los a este flagelo do desemprego e, com os devidos cuidados, há não só que prever a manutenção dos postos de trabalho mas também majorar a sua criação.

Relativamente ao Faial, que tem um desemprego já considerável e, se for analisado duma forma mais abrangente, tem um grande défice de oferta de emprego, verifica-se que teve a redução do excedente da reconstrução, assistiu à diminuição da estação rádio naval, sofreu a diminuição da conserveira, tem jovens qualificados que não encontram oportunidades na sua ilha e ficam nas outras ilhas mais desenvolvidas e em Portugal Continental.

Este problema do desemprego tem de ser encarado ao nível da autarquia faialense duma forma eficiente e eficaz. Este município não tem aquilo que deveria ter em primeiro lugar e principalmente nesta época que atravessamos, que é um estudo próprio sobre como o Faial pode ser uma ilha competitiva, alavancando os seus recursos e valorizando o potencial da sua base económica.

Não se trata de recrutar mais pessoal para a sua administração, nem para as suas empresas municipais que, como já se viu, as contas do município não aguentam mais carga salarial, nem a sustentabilidade económica das empresas municipais comporta mais encargos.

Assim, esse estudo tem que identificar as potencialidades e os pontos fortes para que o Faial possa gerar emprego (quer na indústria, quer no comércio, quer nos serviços) e apontar o contributo que o município pode dar. Por um lado, há que analisar se o plano director municipal e os planos de urbanização têm tido um efeito positivo na captação de emprego, e caso contrário, é URGENTE a sua reforma nesse sentido, com medidas concretas para a regeneração urbana e consequente geração de emprego.

Outro aspecto que importa saber é como pode um município promover o emprego local, com políticas fiscais que criem estímulos a tais contratações, como por exemplo, através da redução da derrama a empresas que criem postos de trabalho ou por via da redução de determinadas taxas municipais para novos espaços com novos postos de trabalho.

Ou ainda apoiando projectos indutores de investimento e de criação de emprego, como sejam apoios logísticos e financeiros ao nível de projectos de arquitectura e engenharia e de gestão de incentivos, fatores indispensáveis à captação de muitos potenciais empreendedores.

Urge que a autarquia tenha uma acção mais interventiva, conjuntamente com outras associações de desenvolvimento (que se deviam centrar igualmente nesta dificuldade), e se deixe de artes florais e de apenas participar nos cocktails ou seminários com discursos completamente inócuos, cheios de vazios e de palavras vãs. Há mais para além de galardões, bandeiras, prémios, que são bonitos mas que não põem mesa!

São urgentes iniciativas que promovam efetivamente o emprego local!

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