PSD/Terceira considera que os números do turismo provam fracasso do governo regional

0
17
DR

O PSD/Terceira considerou hoje que os números do turismo recentemente divulgados pelo SREA, e que colocam a ilha “em contraciclo com o cômputo regional, são a prova do fracasso do governo regional e do PS no setor”, exigindo medidas “que permitam a sua inversão a curto prazo, a bem dos empresários e da economia local”, avançou o vice-presidente da estrutura Rui Espínola.

“Não se entende que, em pleno mês de julho, dita época alta, quando todo o arquipélago cresce a uma média de 10% nas dormidas em estabelecimentos hoteleiros, turismo em espaço rural e alojamento local, a Terceira tenha resultados de negativos de 3,8%. Sendo que, de janeiro a julho de 2019, a região cresce a 15,8%, e a Terceira se afunda em -2,7%”, refere o social democrata.

Rui Espínola lembra que agosto “deveria ser o pico de passageiros desembarcados na ilha e, portanto, o pico do turismo. Mas não, a Terceira regista  uma variação homóloga negativa de -3%”, explica.

“Ou seja, se nos meses de época alta a ilha não consegue crescer, quer em termos de passageiros desembarcados, quer em termos de dormidas, isso leva-nos a crer que na época baixa vamos ter uma catástrofe no setor”, diz Rui Espínola.

O social democrata alerta que, “a tudo isso acresce uma diminuição dos proveitos totais em -3,9%, e de -2,9% nos proveitos de aposento, com claro prejuízo para os empresários do setor e para toda a economia da ilha”.

O PSD/Terceira tem vindo a alertar o governo regional, sucessivamente, “para a fragilidade do setor e para as consequências que estes números podem ter num conjunto de investimentos particulares que já foram efetuados localmente, desde a hotelaria tradicional ao alojamento local, com a expetativa e a promessa de crescimento turístico”, acrescenta aquele responsável.

“Os números são claramente contrários ao discurso oficial pois, em plena época alta, temos menos passageiros desembarcados, menos dormidas, menos turistas e menos proveitos, quando a Região até cresce no setor do turismo”, concretiza Rui Espínola.

“Por outro lado, e ao contrário do anunciado, a certificação civil da Base das Lajes não significou uma melhoria da mobilidade dos terceirenses, nem criou o aumento de passageiros na ilha. Não só não tivemos mais companhias a voar para cá como ainda perdemos em passageiros e dormidas, em época alta”, afirma.

Face a tudo isso, entende o PSD/Terceira que a ilha necessita “de uma estratégia concertada e eficaz face ao todo regional, assente num turismo economicamente sustentável e que culmine na captação de novos fluxos turísticos, aumento das dormidas, hóspedes, proveitos, ou seja, numa maior rentabilidade económica”.

Rui Espínola diz que “é imperioso definir uma estratégia de promoção eficaz e que aposte nas potencialidades da ilha, nomeadamente na natureza, cultura e eventos, como marca identitária do destino Terceira”, conclui.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO