PSP. Paulo Moniz questiona Governo sobre reforço no combate à criminalidade urbana e tráfico de droga

0
12
blank

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República Paulo Moniz questionou o Ministro da Administração Interna sobre o reforço de meios humanos e técnicos de combate à criminalidade urbana e tráfico de droga nos Açores.

O parlamentar social-democrata manifesta-se preocupado “com o aumento significativo da criminalidade violenta nos Açores no ano passado”, assistindo-se a um crescimento de 14,6% em relação a 2020.

Aliás, segundo refere no requerimento dirigido ao Ministro da Administração Interna, de acordo com o Relatório Anual de Segurança de 2021, “os Açores foram mesmo a quinta Região do país em que mais aumentou, em termos percentuais, a criminalidade violenta e grave”, lamenta Paulo Moniz.

A tendência verificada em 2021, sublinhou o deputado açoriano na Assembleia da República, “mostra um agravamento deste tipo de crime junto da faixa etária de menores entre os 12 e 16 anos de idade”.

“Nas participações registadas neste tipo de crime, destacam-se os Açores no pódio das três maiores subidas”, no que toca à delinquência juvenil, acrescentou o parlamentar social-democrata.

Daí que pretende saber qual a evolução do reforço do número de agentes dedicados à problemática específica da delinquência juvenil e grupal e ao tráfico de droga nas principais cidades do arquipélago. Além disso, quer uma resposta em relação ao balanço do número total de efetivos em missões operacionais da PSP, em relação a 2021.

As preocupações em matéria de segurança de Paulo Moniz estendem-se ao sistema de vigilância da costa.

“Os Açores são a única região do país que não é abrangida pelo sistema de vigilância de costa. Já foram feitos os estudos prévios das possíveis localizações para a instalação dos radares e dos sistemas óticos que compõem a vigilância de costa. Pretendemos saber, o cronograma completo dos trabalhos de implementação e entrada ao serviço”, frisou.

O deputado considera que, “com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em andamento, e a terminar em 2026, é uma oportunidade única para realizar este investimento e que não pode ser desperdiçada”, alertou.

Segundo Paulo Moniz, “é inaceitável que os Açores sejam a única região do país que não tem Sistema de Vigilância de Costa”, afirmou.

Para o deputado açoriano, é “imperativo” que sejam instalados nos Açores postos fixos do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, “garantido mais meios para o combate ao narcotráfico e à proteção ambiental”, concluiu.