Rayan, o menino com rosto

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DR/TI
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Na semana que passou o mundo inteiro assistiu aos esforços grandiosos, humanos e técnicos, para salvar um menino marroquino, de 5 anos de idade, Rayan, que caiu num poço de 32 metros. Infeliz-mente, o menino foi resgatado já sem vida este último domingo. Este trágico acontecimento foi acompanhado em direto nas televisões públicas, comentado por inúmeros especialistas, criou uma onda de empatia a nível global. Até o Papa Francisco, no final da oração ângelus dominical, homenageou o povo marroquino, “que se uniu para salvar Rayan” e o presidente Emmanuel Macron partilhou a dor da família e do povo marroquino no Facebook. Assistimos a um movimento amoroso, de uma grandeza extraordinária, para salvar a vida de Rayan, mas questionei-me por que razão não sentimos a mesma responsabilidade diante de milhares de crianças que morrem de fome e de frio, diariamente, no Iemen, no Afeganistâo, na Síria, e em tantos outros países da África central e oriental? Os vídeos que registaram as imagens de Rayan no fundo do poço mostraram o rosto do menino, permitindo apreender a sua condição de extrema precariedade e de sofrimento. Efetivamente, nesta perspetiva, cada um de nós é responsável pelo acontece ao outro.

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