Reflexões Crónicas: A calma da corrupção e o prejuízo na sociedade

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DR/TI
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Na semana passada dois antigos autarcas foram condenados por vários crimes relacionados com os processos de reconstrução de casas após os incêndios de 2017. À saída do tribunal foram rodeados de jornalistas. Um deles, antigo presidente de câmara, foi respondendo pachorrentamente às perguntas, dizendo que achou a pena pesada e que iria recorrer, sem negar as acusações provadas em tribunal. Este autarca tornou-se o rosto da tragédia de Junho de 2017, acompanhou no terreno a situação, o seu rescaldo (recebendo membros do Governo e inclusive o Presidente da República) e o processo de reconstrução que se deu nos anos seguintes, e foi também o mesmo que, quando começaram a surgir polémicas e suspeitas em relação aos procedimentos e à atribuição de apoios recusou sempre qualquer irregularidade. Logo após os incêndios, perante críticas à actuação das autoridades, respondeu que “não devemos dar credibilidade a este tipo de boateiros”, que só querem “criar problemas ao governo e aos presidentes de câmara”, pois “estamos aqui para dizer a verdade e só a verdade”. Cinco anos passados é um acórdão judicial que declara que “não vale tudo” e que houve uma acção consciente no sentido de beneficiar pessoas que não tinham direito aos apoios (em casas de segunda habitação), em detrimento de famílias que tinham prioridade.

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Referência da notícia e das citações: https://www.rtp.pt/noticias/pais/ pedrogao-grande-ex-presidente-da-camara-condenado-a-sete-anos-de-prisao_n1380990

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