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Reflexões Crónicas | O Padre, o Regedor e o Professor

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No Antigo Regime a administração local era efectuada pelas câmaras, que não tinham representação fora da suas sedes. A unidade administrativa mais pequena, a paróquia, pertencia ao foro eclesiástico, como divisão da diocese. Daqui resultava que na maioria das freguesias, sobretudo rurais, o padre fosse a única “autoridade”. Sendo a maioria da população analfabeta e profundamente religiosa, não só a igreja paroquial era o espaço público por excelência, como o padre, além da única autoridade local, era entendido numa posição de superioridade por vezes quase sagrada. No século XIX, surgiram as paróquias civis como divisões administrativas do concelho (as actuais freguesias), com um corpo administrativo próprio. Além da junta de paróquia, surgiu a figura do regedor, cujos propósitos e amplitude foram mudando ao longo do tempo, mas que se manteve como figura cimeira durante século e meio. No mesmo período expandiu-se a rede de escolas primárias e, com elas, os professores.

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