
O Observatório do Mar dos Açores (OMA) levou a cabo mais uma edição da já conhecida Regata das Jangadas.
Este projeto de jangadas feitas a partir de materiais reciclados e reutilizados, teve início há 15 anos, mas durante 10 anos esteve interrompido, tendo retomado há 5 anos integrado no Festival Náutico da Semana do Mar (SM).
Na passada sexta-feira, dia 11 de agosto, realizou-se mais uma edição da Regata de Jangadas feitas de materiais reciclados e reutilizados.
Esta iniciativa do Observatório do Mar dos Açores (OMA), conta com o apoio do Clube Naval da Horta (CNH), insere-se no Festival Náutico da SM 2017 e pretende sensibilizar a população para a proteção e conservação do meio ambiente, assim como relembrar que os materiais que deitamos fora acabam por ir parar ao mar.
O projeto que já conta com 15 anos, foi interrompido durante 10 anos, mas há cerca de 5 anos que tem vindo a realizar a travessia do Canal em jangada.
A edição deste ano contou com a participação de 4 jangadas, entre elas 3 de crianças e 1 de adultos. A equipa “Piratas”, foi a vencedora na categoria das crianças, e a equipa “Bidona III”, da categoria dos adultos. As equipas “Titanic” e “Mestre Simão”, na categoria das crianças, ficaram classificadas em 2º e 3º lugar, respetivamente.
As jangadas foram construídas com material que ia para o lixo, sendo que três delas foram resultado do reaproveitamento da jangada das Férias Desportivas inscrita na Regata de há dois anos, que acabou por não se realizar devido a questões meteorológicas.
O projeto de reutilização da jangada para criar outras três foi projetado em papel e concretizado pelos participantes das Férias Desportivas do CNH 2017, sob a coordenação do professor Miguel Mendes, da Escola Básica Integrada da Horta, que acompanhou os trabalhos.
Inicialmente a Regata de Jangadas consistia numa Travessia do Canal, mas este ano devido ao número de crianças inscritas realizou-se apenas no Porto da Horta, seguindo um percurso simples de passagem a bombordo por duas bóias até ao alinhamento do farol e regresso.
Segundo a organização da Regata, “o objetivo deste evento é percebermos que há uma série de coisas que costumam ir para o lixo e que podem ser reutilizadas, uma e outra vez, para fazermos coisas com as quais nos podemos divertir e aprender”.
Na construção das jangadas foram utilizados bidões, antigos cabos de pesca, antigas almofadas e macas dos Bombeiros, câmaras-de-ar de motos e bicicletas, perfis de alumínio de janelas e portas entre outros materiais cujo destino era o lixo.
Entre os inscritos, encontrava-se Franz Hutschenreuter, líder da equipa “Bidona III”, um dos participantes mais assíduos da Regata de Jangadas, uma vez que foi o único a participar em todas as edições.
O líder recorda a primeira regata pela sua “adesão estrondosa de gente do Pico” e caracteriza esta competição de ser “cheia de fairplay”.
No dia 12 de agosto, na tenda multiusos do CNH, foram entregues os prémios da Regata de Jangadas, em conjunto com os da Natação, Botes Baleeiros, Polo Aquático, Mini Veleiros e Apneia, seguido de jantar.
Os prémios seguiram a linha orientadora da Regata e foram também eles feitos de materiais reciclados.
















