Relatório de Contas da autarquia foi apresentado esta quarta-feira – Câmara da Horta reduziu endividamento em 2013

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Equilíbrio e gestão de recursos foram as palavras dominantes do exercício da Câmara Municipal da Horta (CMH) em 2013. Em ano de eleições autárquicas, os objetivos da autarquia basearam-se em conter os custos, a fim de conseguir realizar investimento.

Numa altura em que a palavra de ordem é poupar, o município não fugiu à regra e apresentou uma redução no endividamento global na ordem dos 400 mil euros e uma redução da dívida a fornecedores de cerca de 50%.

Na manhã de ontem, o presidente da CMH convocou a comunicação social para apresentar o relatório e contas do ano financeiro de 2013. José Leonardo Silva apresentou os maiores destaques do último ano de gestão, afirmando que para estes resultados contribuiu em parte a reestruturação das empresas municipais, ou seja a fusão da Hortaludus com a Urbhorta. 

O autarca considera que tem sido feita uma boa gestão dos recursos, que deve continuar, na medida em que o período económico é “difícil e hostil”. “É preciso não aumentar as nossas despesas fixas e direcionar o investimento para aquilo que é estrutural de forma a satisfazer os nossos compromissos”, disse.

A receita da autarquia em 2013 foi de 10.443 mil euros, e a despesa de 9.981 mil euros. Segundo o autarca houve aumento da despesa “devido ao pagamento do subsídio de natal e de férias dos funcionários e das amortizações”. A receita total saiu, explicou, dos fundos de apoio e do IMI, que sofreu um aumento.

Segundo o edil “a receita corrente cobre a despesa de capital, que no fundo se traduz em 20% da receita que podem copular ao investimento de capital e com que a autarquia pode investir”.

José Leonardo destaca o esforço de redução nas despesas: “houve uma redução de custos; uma atenção na gestão dos recursos”, afirmou, reconhecendo que, nesse domínio, será difícil ir mais além do que já foi feito.

Segundo o autarca, havia em 2012 uma dívida de 5.756 mil euros que passou para 5.198 mil em 2013. Isto significa que no endividamento global de curto e médio/longo prazo houve uma redução de cerca de 400 mil euros.

No que diz respeito aos fornecedores conta corrente, o município devia 326 mil euros em 2012, valor que passou para 165 mil euros, revela o presidente afirmando que “houve uma redução de 50%”, o que significa também uma injeção de capital na economia local. Neste sentido a CMH reduziu também o prazo de pagamento aos fornecedores de 88 para 60 dias.

No entender do presidente, as contas apresentadas espelham a realidade e o caminho que a autarquia está a seguir numa boa gestão dos recursos no atual contexto económico, que irá continuar a assentar na poupança e na redução da despesa.

José Leonardo considera que, com menos despesa, a CMH vai ser capaz de consolidar contas e ainda assim continuar a investir nas áreas de intervenção prioritária e dar resposta aos compromissos assumidos, nomeadamente na melhoria da rede viária e rede de águas, na área social e na frente mar.

Estes e outros números serão apresentados hoje em reunião pública da Câmara aos vereadores. 

 

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