Ribeirinha assinalou Dia da Freguesia

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A Ribeirinha assinalou na passada sexta-feira mais um Dia da Freguesia. Desta feita e com eleições à porta, a efeméride ficou marcada pela despedida do atual presidente da Junta, que não se recandidata a um próximo mandato. Talvez por isso a intervenção do autarca foi feita em jeito de balanço e em tom emotivo.

Nélson Sousa referiu que a Junta a que preside deixa a freguesia melhor do que a encontrou, enumerando a obra feita num mandato marcado pelas dificuldades financeiras. Chamando a atenção para as “ameaças e dificuldades do futuro”, o autarca destacou a falta de população de que a freguesia padece e, mais concretamente, a falta de pessoas disponíveis para a liderança das instituições. Nesse sentido, apelou à união de todos “para que não se desista perante as adversidades”.

Na despedida, Nélson Sousa deixou agradecimentos a todos os que com ele colaboraram, destacando os seus colegas da Junta de Freguesia e os funcionários da mesma, a Assembleia de Freguesia e os responsáveis pelas instituições ribeirinhenses, felicitando-os pelo esforço para as manter de portas abertas. No discurso do autarca ficou também uma palavra para a Câmara Municipal da Horta (CMH): “nunca nos fechou a porta”, referiu, apesar da diferença de cores políticas entre as duas instituições.

Esta sessão contou com a presença do presidente da Assembleia Municipal da Horta. Jorge Costa Pereira não foi imune à proximidade das eleições e aproveitou o momento para cumprimentar todos os autarcas que terminam o seu mandato, lembrando que estes representam a governação mais próxima das pessoas, bem como para fazer votos de bom trabalho a todos os que serão eleitos no dia 29.

Quem também marcou presença foi o presidente da CMH. João Castro fez desta forma sua última intervenção pública enquanto presidente da autarquia faialense, deixando uma palavra de apreço a todos os autarcas. Condenando o que considera ser o “ataque ao poder local” que se vive a nível nacional, o edil apelou nos Açores a um reforço das autarquias: “só quem nunca sentiu um sismo a sério pode corroborar o esvaziamento do Poder Local”, considerou, destacando a evolução da Ribeirinha desde o sismo de 1998.

Nesse reforço que defende do poder local, João Castro mostrou mais uma vez a sua firme confiança nos protocolos de delegação de competências nas juntas de freguesia, referindo que no mandato que está a terminar a autarquia delegou na Junta da Ribeirinha mais de 150 mil euros.  De saída, o presidente da CMH quis lembrar uma promessa cumprida: a reabilitação da rua da Igreja, à beira da conclusão, num investimento de mais de 200 mil euros.

Destaque ainda para a palestra proferida pelo geólogo Carlos Faria, que abordou a origem e formação do Faial, lembrando que a freguesia da Ribeirinha se encontra na região mais antiga da ilha.

Na ocasião foram homenageados os três impérios da freguesia (Império da Santíssima Trindade da Ribeirinha, Império do Divino Espírito Santo dos Espalhafatos e Império Central do Divino Espírito Santo da Ribeirinha). Esta sessão ficou marcada pela presença da filarmónica da freguesia, que interpretou os hinos para o hastear das bandeiras, e ainda pela atuação do Grupo Coral da Horta.

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