Só a verdade ofende

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Rute Lacerda

Acabava de ler o artigo de opinião de António Bulcão, intitulado Errare humanum est, publicado num jornal diário terceirense. E sorria, pois, desta vez não só concordava com as suas palavras, como me revia em situações semelhantes. A diferença é que, não raras as vezes, a idade é um posto, na medida em que um tem larga experiência profissional e maturidade para dizer a verdade, enquanto a outros não lhes é reconhecida qualquer competência sobre a matéria, restando-lhes apenas sorrir e acenar. Contudo, corrigir alguém, por mais importante que seja, não deveria ser considerado ofensivo ou humilhante. Pelo contrário, deveria ser bem aceite e entendido como um alerta e uma lição para que se evitasse erros futuros. Tal como na escola. Se de todas as vezes que um aluno ficasse aborrecido por ter sido corrigido por um professor, então ninguém aprendia e viveríamos de costas voltadas uns para os outros. Há formas e ocasiões para o fazer, reconheço, e a tolerância deve imperar em determinadas situações. Ainda assim, corrigir, mesmo que em tom de brincadeira, aqueles que por direito e profissão devem dar o exemplo, não devia fazer mal.

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