TÓPICOS: 1-Semana 2-Igreja 3-Lua 4-Futebol

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1 Depois do “Tempo de Baleeiros”, o “Tribuna” brinda-nos agora com o – “Especial Semana do Mar”, naturalmente elaborado por uma também especial Redacção.

Uma sugestiva capa a cores do centro da Horta, com o grandioso antigo Colégio dos Jesuítas que, julgo, continua a ser ainda a construção açoriana com maior frontaria, vendo-se, logo atrás, o vetusto templo do Carmo, aliás, dois tributos mais que suficientes para montra cultural dos variados e apreciados textos ilustrados a preencherem mancheias de páginas.

Foi, na verdade, um bom contributo para melhor conhecimento da Festa Faialense para o mar virada, sem esquecer a Padroeira (Senhora da Guia) dos marítimos.

Mormente, para quem como eu, vivendo longe da Terra-Mãe, tem de se contentar com o que a nossa, ou melhor, a televisão deles nos vai dando em compridos, felizmente ainda dentro do prazo.

Quiçá, salvando a honra do Convento, o “Atlântida” sempre de muita actualidade, embora não inteiramente dedicado à “Semana”, e a transmissão também em directo dum bem elaborado resumo feito pelo jornalista Roberto Morais.

Assim, durante mais de uma hora tivemos ocasião de ficar melhor esclarecidos dos eventos realizados, e de ouvir novamente os Presidentes do Clube Naval e da Câmara.

E ainda de assistir, a fechar, à Chamarrita por um grupo das Angústias, cujos tocadores e castiço cantador deram a devida vivacidade ao popular bailado.

 

2 Conheço o Dr. Jorge Bruno desde os primeiros anos em que em fins de 1986 passei a residir em Angra do Heroísmo.

E por ciente de reconhecida competência, agora como Director Regional da Cultura, foi com natural satisfação que soube do seu interesse pelas obras de emergência que decorrem na Igreja do Carmo.

Aliás, pelo que lemos, não só conta com a colaboração da Ordem Terceira, como também olhou para o problema com olhos de ver, o que é um bom sinal para a salvação desse majestoso monumento da alta citadina.

Não será de mais lembrar que o antigo Templo possui uma obra d‘arte rara na Europa – o arco abatido em toda a largura da nave principal, de suporte ao coro alto mal se dando por sua curvatura, e que é também “o primeiro templo carmelita português erigido fora do território continental”.

 

3A Lua a nascer mesmo na pontinha do Pico Pequeno é inesquecível espectáculo que se repete em cada Verão quase sempre em Agosto.

Não tendo noite anunciada, constitui sempre grata surpresa especialmente para as centenas de citadinos que nessa época se concentram na praça do Infante, espalhando-se ao longo da Avenida Marginal.

É mesmo assunto a dominar as conversas dos numerosos grupos que ao acaso se formam.

Por sinal, há já muitos anos que não temos tamanha sorte, pelo que mais uma vez tivemos de nos contentar com a pequena foto que religiosamente guardamos, já que fomos alertados no dia seguinte por pessoa amiga que, pelo telefone, nos disse se ter extasiado da janela de sua casa com a inesperada visita da Lua a transformar o Canal num autêntico mar de luz.

 

4 Para que o popular “Frade” não venha a ser desmentido, levando “três em capelo”, apraz-nos recordar a inesquecível iniciativa do Fayal Sport em que o veterano Clube quis dar merecido relevo às suas “Bodas de Ouro” ao organizar, em 1959, os Jogos Desportivos Açorianos.

Como é sabido, o dito certame foi realizado no Estádio da Alagoa com a participação de representações das três então Capitais de Distrito.

Cinco foram as modalidades em disputa cujo pontapé de saída foi dado, naturalmente, pelo Futebol, seguindo-se Ténis de Mesa, Hóquei em Patins, Basquetebol e Atletismo.

Isto é: Se os Jogos foram abertos pelo Desporto-Rei, coube ao Desporto Rainha fechá-los, e de que maneira!.

E por a vitória dos faialenses no Futebol ter sido posta na berlinda, originando este tópico, damos abaixo os resultados verificados:

Angra, 2 – Ponta Delgada, 0

Horta, 1 – Ponta Delgada, 1 

Horta, 1 – Angra, 0 

É que na interessante “Crónica do Brasil” publicada em a “União”, pela segunda vez lemos agora (primeiramente há dois anos), ter sido a Terceira a vencedora no Futebol (?), o que, pelo sim e pelo não, me levou uma vez mais a consultar o livro do saudoso amigo, José Bettencourt: Fayal Sport Club-subsídios para a sua História.

Aliás, a minha infalível “bíblia do desporto”.

 

 

 

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