Torneio Lopes da Silva: Experiência para Contar a Filhos e Netos

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Mais que um torneio de futebol, o Lopes da Silva é a montra de futuros craques do futebol português e o despertar de jovens faialenses para a realidade da distância que os separa do mais alto nível do futebol.
Isto é uma síntese da opinião dos jogadores da Selecção Sub-14 da Associação de Futebol da Horta que enfrentaram grandes dificuldades ao longo da última semana de Junho no torneio Lopes da Silva em Elvas, mas que mostraram algumas melhorias nos últimos três jogos.
“É pena que quando acaba a competição, é, na altura, que começamos a estar minimamente preparados para nova competição igual”, disse o seleccionador Sandro Silva no final da prova. “Só que ai já não há nada a fazer, acaba a competição, mas penso que os 18 seleccionados da Horta levam daqui uma boa experiência, com boa formação, agora é só dar continuidade ao trabalho e para o ano há novo Lopes da Silva”.
Depois de sofrer fortes goleadas, 7-0 contra a AF de Castelo Branco e 9-1 frente à AF de Viseu, seguiram-se três derrotas por 4-0, AF Vila Real, 4-1,AF Santarém,e 4-0, AF Algarve. Mesmo que osalgarvios tenham dominado todas as fases do jogo, esta derrota é algo enganadora. Pois o resultado de 2-0 manteve-se até quase ao fim do jogo. E isso tinha sido um prémio justo para a grande actuação de Nuno Melo, guarda-redes do Angústias Atlético Clube, Vasco Silva, médio do Futebol Clube dos Flamengos, no centro da defesa e Roberto Arruda, avançado do FCF, na linda da frente, bem como os restantescompanheiros da selecção da Horta que lutaram por isso. Contudo, um ressalto a iludir o guarda-redes e um erro do fiscal de linha ajudaram a dilatar o marcador nos últimos dois minutos do jogo. 
Esta ideia foi reforçada pelo jovem médio do FCF e da Selecção Sub-13, Rodrigo Furtado, que foi chamado ao escalão acima, por isso, ainda terá pela frente mais uma oportunidade de voltar a actuar nesta montra em 2018. 
“O futebol Continental é um futebol extremamente competitivo e disputado com muita intensidade”, começou por dizer Rodrigo Furtado. “A gente tem de trabalhar muito, não só na selecção, mas nos nossos clubes, desde o início da época para chegarmos aqui ao Lopes da Silva e conseguirmos nem que seja uma vitória ou qualquer coisa. Como no último jogo, agente tivemos atitude e fomos sempre atrás do resultado”.
Guilherme Sousa, médio do Futebol Clube da Madalena, acrescentou que “Aprendemos muitas coisas novas, inclusive, a atitude que nós devemos ter dentro do campo”.
Rodrigo Costa, avançado do AAC e que foi o autor do primeiro golo da selecção nesta edição do Lopes da Silva,considera que houve grande benefício psicológico e físico pela participação numa competição com tão alto grau de competitividade e competência. 
Ricardo Rocha, avançado do FCM, adiantou que esta competição é muito desgastante “psicologicamente e fisicamente” porque são cinco jogos em seis dias ao mais alto nível de competição. E até escolheu as palavras mais indicadas para fechar este capítulo da vida destes jovens ao pedir aos companheiros que “tentem treinar o máximo possível, com o máximo esforço e nunca desistam”.