Transportes aéreos – Ryanair negoceia uma terceira localização nos Açores

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A companhia aérea de baixo custo Ryanair informou, em conferência de imprensa, que se encontra a estudar a possibilidade de voar para uma terceira ilha do arquipélago dos Açores, não esclarecendo, no entanto, se será para a ilha do Faial ou do Pico.

A Ryanair está a negociar a possibilidade de voar para uma terceira ilha dos Açores para além de São Miguel e da Terceira, decorrendo negociações, mas não havendo, todavia, ainda acordo.
Numa conferência de imprensa realizada na semana passada em Lisboa, Michael O’Leary, Presidente da Ryanair, confirmou a existência de negociação para uma terceira rota nos Açores, depois de Ponta Delgada e Terceira, com ligação ao continente português.
“Estamos a conversar neste momento sobre a possibilidade de abrir uma ligação para uma 3.ª ilha dos Açores, mas ainda não há acordo” salientou o CEO da companhia de baixo custo irlandesa.
O Presidente da companhia não adiantou qual será essa ilha, se Faial ou Pico, mas revelou ainda que está a conversar com o Governo Regional e com os aeroportos (ANA), “mas não há acordo”, sendo os “custos da operação” a maior dificuldade, sem adiantar, contudo, mais pormenores.
A ilha do Faial é a que apresenta maior número de passageiros desembarcados, mas é o Pico que está a crescer mais em termos turísticos.
No ano passado, o Faial cresceu apenas 1,1%, enquanto o Pico cresceu 9,4%.

 

Presidente da Câmara Municipal da Horta toma posição

Confrontado com a notícia, o Presidente do Municipio vê como positiva e com bons olhos esta notícia, mostrando que “o Faial e os seus empresários estão disponíveis e abertos a este desafio caso a Ryanair, o Governo Regional e a ANA queiram”.
Para o edil, a Câmara tem sido um “parceiro ativo e construtivo de soluções, mas os monopólios não conseguem desenvolver uma região ou uma ilha”, considerando, pois, como fundamental que existam outras companhias a voar para estes destinos.

 

Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) defende mais liberação do espaço aéreo

A Câmara do Comércio da Horta, em nota de imprensa enviada às redacções, defende “a liberalização, em moldes semelhantes aos já em vigor em outras rotas da região, para a rota entre o exterior e o Aeroporto da Horta”, acrescentando que já manifestaram essa posição ao Governo Regional do Açores.
Considera a instituição que a concretizar-se a liberalização e a serem criadas condições de operação para outras companhias, as ilhas da sua área de abrangência podem “beneficiar de maior procura de turistas, por um lado, e, por outro, de maior facilidade de deslocação dos residentes para o exterior a preços provavelmente mais baixos”.
“A centralidade do Aeroporto da Horta no contexto da área geográfica de abrangência da CCIH constitui um fator de ponderação importante para que a rota a ser liberalizada e sujeita a negociação pelo Governo Regional dos Açores tenha efeitos descentralizadores dos fluxos de passageiros”, sublinha, ainda, a referida nota.
Para a CCIH não é necessário qualquer investimento adicional no Aeroporto da Horta uma vez que existe um conjunto de pressupostos que “já estão implementados no Aeroporto da Horta”.
“O Aeroporto da Horta, só é aeroporto, porque já satisfaz as condições para que tal classificação lhe tenha sido atribuída, não sendo necessário qualquer investimento adicional”, esclarece a Câmara do Comércio no seu comunicado.

 

Ryanair prevê transportar para os Açores meio milhão de passageiros

Michael O’Leary anunciou ainda na conferência de imprensa, onde apresentou o plano de operações da companhia aérea para o próximo inverno (entre o final de Outubro de 2018 e Março de 2019), que pretende atingir o meio milhão de passageiros no horário de Inverno 2018/2019 na operação de Ponta Delgada e Terceira.
A nível nacional, a companhia aérea estima um crescimento de 6% a partir do final deste ano, altura em que vai lançar 14 rotas para os cinco aeroportos do país, visando transportar 11 milhões de passageiros por ano.
“Vamos aumentar o nosso tráfego em 6% e, pela primeira vez, vamos transportar 11 milhões de passageiros” por ano, disse Michael O’Leary, que explicava o horário de inverno deste ano.
Segundo o presidente da Ryanair esperam alcançar no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, cerca de 3,5 milhões por ano, seguindo-se o do Porto com 4,4 milhões de passageiros, o de Faro com 2,6 milhões de passageiros e os de Ponta Delgada e Terceira, nos Açores, com um total de 500 mil passageiros.

 

Acusações a ANA e TAP

Sobre o reforço de voos em Lisboa, diz que só não é maior pela falta de espaço na Portela. Michael O’Leary acusa a gestora aeroportuária ANA de querer “atrasar” o início da pista complementar no Montijo.
“A ANA não quer voos no Montijo. Quer mantê-los na Portela com taxas mais altas”, diz. Para o empresário, foi um “erro” o Governo ter vendido a ANA aos franceses da Vinci.
O Presidente da Ryanair vai mais longe e considera que “há uma    conspiração entre a ANA e a TAP” para que o projecto no Montijo não avance antes de 2020. Por isso mesmo, a vontade da própria Ryanair em ter, tanto na Portela como no Montijo, 80 destinos a partir de Lisboa – actualmente são 27 – fica comprometida”.

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