Trump, o delirante

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Democraticamente o povo americano acaba de eleger para presidente dos E.U.A. um republicano que ainda é mais imbecil do que o inenarrável George W. Bush.
Contrariando todas as sondagens, o multimilionário DonaldTrump venceu as eleições, deixando muita gente perplexa e apreensiva. Precisamente a mesma gente que o subestimou por ser excêntrico e hilariante. Moral da história: o homem prepara-se para chegar à Casa Branca. E com o Senado e a Câmara dos Representantes na mão, ele poderá vir a ter poder absoluto, sabendo-se que o poder absoluto corrompe absolutamente…
A mim faz-me especial confusão o eleitorado feminino que, sabendo de antemão que o homem é sexista e misógino (mulheres, para ele, é “grabthembythepussy”), nele votou maciça e despudoradamente. E mesmo que se torne moderado, Trump não deixará de ser quem sempre foi ao longo dos seus 70 anos de idade: ignorante, abrutalhado, arrogante, racista, xenófobo, nacionalista, fanático, boçal, narcisista, reacionário, isolacionista, manipulador, mentiroso…
Trump é uma incerteza e uma incógnita e, sem qualquer tipo de paternalismo ou sobranceria, aqui ouso afirmar: por mais sólida que digam ser, a democracia americana pode estar em perigo por via das ideias deste magnata. E um retrocesso civilizacional pode mesmo vir a acontecer.Razões de sobra não faltam, senão vejamos.
Durante a campanha eleitoral, o keynesianoTrump fartou-se de dizer que só aceitava o resultado das eleições se fosse ele a ganhar;diz que não paga impostos por se considerar mais esperto do que os outros; fala de si na 3ª pessoa; populista-nacionalista,defende o capitalismo mais selvático; apoia a pena de morte; é frontalmente contra o desarmamento; quer aumentar os gastos militares; desconfia da NATO e da aliança transatlântica; contesta os tratados do livre comércio assinados pelos Estados Unidos; considera as alterações climáticas um “embuste” criado pela China para prejudicar a indústria norte-americana… Equer revogar e substituir o “Obamacare” (a reforma da Saúde implementada, com sucesso, pela administração Obama). E dispõe-se a encetar a mais feroz perseguição aos muçulmanos e aos imigrantes indocumentados. E diz que vai mandar construir um muro contra o México… E despreza a União Europeia. E admira Putine prepara-se para estreitar relações comErdogan, Duterte, Marie LePen e outras figurasigualmente sinistras… E gaba-se que é anti-sistema e não tem ideologia. O quê? Querem mais ideologia do que acabo de relatar? Trump é um ideólogo. E é um idiota. Seria cómico se não fosse trágico, mas é precisamente este idiota chapado que, nos próximos anos, vai estar à frente dos destinos da nação mais poderosa do mundo.
Que não restem dúvidas: este homem é um perigo para a América e uma ameaça para o Mundo.

Nota: No artigo deste nosso colaborador com o título é: “Toda a gente – Faial, ou a teatralidade plena”, publicado na passada semana, a palavra “plena” foi suprimida. Pelo lapso pedimos desculpa ao autor e aos nossos leitores.

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