Uma conversa fedorenta

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Ricardo Madruga da Costa
DR/TI

Quase soaria a coisa estranha pronunciada numa qualquer lonjura de décadas, a expressão colocada em destaque na capa da revista do Expresso de 29 de Abril deste ano a correr. A correr mal… A louvada e muito reconhecida escritora Margaret Atwood pronunciou-se nestes termos: “É um ato de esperança assumir que haverá um futuro”. Não errei na data e a autora referida tem 82 anos. Também não errei no planeta.

Recordei então um curto texto publicado no TI no final do passado mês a que dei este título: Melhores dias virão. Mas comentei de forma pessimista: “Não virão! As pessoas da minha idade não terão melhores dias. Os dias dos que perderam tudo vão ser dias amargos. Em que a esperança dificilmente terá lugar”. O Expresso onde se transcreve a frase acima citada, é posterior ao meu desabafo, mas se eu noutra qualquer circunstância tivesse lido a Senhora Atwood, creio que manteria o meu pessimismo. Porque a gente do meu tempo (apenas tenho menos 5 anos do que a ilustre escritora) está a ser empurrada, sem alternativa visível, para uma sucessão violenta de iniciativas destruidoras à escala mundial.

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