Uma PAC para uma crise nova com velhos problemas

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Sonia PAN

A nova Política Agrícola Comum (PAC) europeia vai ser elaborada em pleno cenário de crise consequente à pandemia e após a escalada de preços de cereais e do sector energético decorrente da guerra. Estas condicionantes são preocupações suficientes para temer um arrepio de caminho, tanto nas metas de descarbonização para uma reconversão energética, como numa agricultura pensada em torno de uma agenda climática exigente e com preocupações ao nível do bem-estar animal.

A Comissão Europeia adotou um conjunto de propostas legislativas tendo como meta a preparação de políticas em matéria de ambiente, clima, energia, transportes e fiscalidade preparadas para alcançar uma redução das emissões líquidas de gases com efeito de estufa de, pelo menos, 55 % até 2030 e nulas até 2050. Dentro deste âmbito, a PAC potencia políticas para preparar os agricultores a produzirem alimentos de uma forma protecionista em relação à natureza e à biodiversidade, usando de forma ponderada os recursos naturais tendo em conta a sua finitude, a saúde pública, protecção e segurança alimentar e como desígnio final a sustentabilidade dos ecossistemas e das gerações vindouras.

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Membro da Comissão Política Regional do PAN/Açores