Zoraida Nascimento e Eduardo Caetano de Sousa distinguidos no Dia da Região

0
31

  Maria Zoraida Salema Stattmiller Saldanha Matos Nascimento e Eduardo Caetano de Sousa foram agraciados no âmbito do Dia dos Açores com a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico e com a Insígnia Autonómica de Dedicação, respetivamente.

Ao todo foram impostas 26 insígnias honoríficas: 22 personalidades, três das quais a título póstumo, e quatro instituições, numa cerimónia que decorreu na ilha das Flores. 

O Dia da Região Autónoma dos Açores foi instituído pela Assembleia Legislativa em 1980 e a data, observada em todo o arquipélago como feriado regional, celebra a “afirmação da identidade dos Açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade regional”, consideradas “base e justificação da autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam”.

As Insígnias Açorianas, cujo regime jurídico foi aprovado em 2002, visam distinguir “os cidadãos e as pessoas coletivas que se notabilizarem por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à Região”.

 Nos Açores existem quatro Insígnias Honoríficas, nomeadamente a Insígnia Autonómica de Valor, a Insígnia Auto-nómica de Reconhecimento, a Insígnia Autonómica de Mérito (com as categorias de Mérito Profissional, Mérito Industrial, Comercial e Agrícola e Mérito Cívico) e a Insígnia Autonómica de Dedicação.

“Respeitando a pluralidade e a diferença, é imperativo que se continue a falar a uma só voz, como o fizemos no passado na defesa da terceira revisão do Estatuto Político-Administrativo, da Lei das Finanças Regionais e em muitas outras matérias”, afirmou Ana Luís, no discurso que proferiu na sessão solene de comemoração do Dia da Região.

No entender de Ana Luís os Açores enfrentam hoje “desafios diferentes, mas não menos importantes: a consolidação democrática e, simultaneamente, o aprofundamento autonómico, colocam os Açores, mesmo com a sua ultraperiferia, insularidade e escassez territorial, no mundo global, onde pontuam os centros de debate nacional e europeu, onde se forma a opinião pública e onde se toma a decisão política”, afirmou.

Ana Luís considerou ainda “imperioso”, nos “tempos difíceis” atuais, “saber olhar para aqueles que mais sofrem, para aqueles que deixaram de acreditar” e que “já não têm esperança”.

Na cerimónia que decorreu no ponto mais ocidental da Europa, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, disse que as “opções políticas nacionais” dos últimos anos, que arrastaram o país para uma “tormenta”, não eram inevitáveis e que o arquipélago é a prova disso.

“Entre a agenda ideológica de uns,                a neutralidade colaborante de outros                  e, ainda, a inércia de alguns, o nosso país foi arrastado para uma situação em que voltaram a surgir, com gravidade, chagas sociais como o desemprego, a pobreza,                a fome e uma fragilidade gritante, sobretudo, ao nível dos setores mais vulneráveis da sociedade”, disse Vasco Cordeiro.                                       MJS

 

 

 

 

 

 

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO