A decisão dos açorianos

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Os Açores irão ter um novo Presidente do Governo. Os açorianos deram, nas eleições legislativas do passado dia 14, uma nova, e reforçada, maioria ao PS-Açores. Numa lição de humildade democrática Carlos César não se recandidatou, apesar de o poder fazer, a um novo mandato. Muito se falou e escreveu sobre a forma como Vasco Cordeiro veio a encabeçar este projeto. No entanto, esta vitória demonstrou aos mais críticos que o PS-Açores está mais unido que nunca. Todos trabalharam e dedicaram-se 100% a este projeto, porque acreditam nele. Foi efetivamente uma vitória esmagadora! O PS-Açores consegue não só ter uma maioria absoluta, como eleger mais um deputado que na legislatura anterior, acabando apenas por não ser o partido mais votado na ilha Graciosa.

No Faial a vitória do projeto do PS foi igualmente clara e incontestável, tendo vencido em 11 das suas 13 freguesias. Este é um projeto renovado, que aposta em gente jovem, por oposição a outros que apresentam exatamente os mesmos nos lugares elegíveis. Um projeto que pretende ganhar o futuro e não centrado no bota-abaixo.

Na maioria das ilhas, a vitória do PS-Açores é redundante. Em S. Miguel, ilha da líder do partido da oposição, a diferença entre os dois partidos é de 18%. Nem em Ponta Delgada, concelho do qual Berta Cabral foi presidente de Câmara na última década, esta foi capaz de vencer, tendo aliás perdido por mais de 13%. Estes números são bem demonstrativos que a mensagem que o PSD-Açores tentou passar aos açorianos, não convenceu.

Este resultado foi também um claro cartão vermelho passado pelos açorianos ao Governo da República e às suas políticas de austeridade. Mas é de realçar que apesar desse ter sido um fator importante nestes resultados eleitorais, não foi o mais decisivo. E creio que quem pensa o contrário, quer certamente esconder o essencial ou comete um grave erro de análise. Os açorianos compreenderam a diferença que a governação socialista trouxe à nossa Região, quando comparada com o Continente e a Madeira. Apesar das dificuldades que por cá também existem, graças à governação socialista é possível nos Açores ter impostos mais baixos, combustíveis mais baixos e apoios direcionados para as empresas, como o SIDER ou o Empreendejovem, e para as famílias, como o complemento açoriano do abono de família ou o complemento regional de pensão.

Os Açorianos quiseram continuar a ter à frente dos destinos da Região um partido que sempre demonstrou que coloca os Açores em primeiro lugar, um partido em que todos estão unidos e remam para o mesmo lado. Foi um voto de confiança num partido, que apesar de estar no poder há 16 anos, consegue renovar-se e apresentar novas pessoas, novas ideias e propostas concretas a estas eleições. Um partido sólido que manteve sempre o seu rumo, a sua coerência e nunca desesperou, prometendo tudo a todos e dando o dito por não dito. Foi um voto de confiança num partido que os açorianos sabem ser de confiança, no qual os aspetos positivos são muito superiores aos menos positivos, que, obviamente, também existem.

Abre-se agora um novo ciclo político, difícil com toda a certeza, mas cheio de novos desafios que, sei-o, Vasco Cordeiro enfrentará sempre de frente e cabeça erguida, defendendo os interesses de todos nós. Creio que os tempos que se avizinham devem ser de união, de partidos, parceiros sociais, de todos os açorianos, a fim de todos juntos podermos enfrentar a difícil e árdua tarefa que nos espera. Como disse Vasco Cordeiro “Tenho a consciência que esta votação significa uma responsabilidade acrescida. O PS não é dono da verdade. Aqui fica a disponibilidade – mais do que a disponibilidade, o interesse – em convocar todos os que tiveram essa disponibilidade para um trabalho conjunto a bem dos Açores e dos Açorianos”.

 

 

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