Bizantices ou os penetras da cultura

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Conta-se que em Bizâncio, quando já os turcos trepavam pelas muralhas da cidade, ainda uns quantos sábios discutiam gravemente acerca do sexo dos anjos… Por isso é que, invariavelmente, classificamos de “bizantina” ou bizantice” toda a discussão que não leve a quaisquer resultados práticos – e em que apenas tempo e engenho se percam.
Recordo, a propósito, que na manhã do dia 25 de Abril de 1974, numa altura em que decorria nas ruas de Lisboa a Revolução que iria mudar para sempre os destinos de Portugal, alguns deputados da Assembleia Nacional entretinham-se a discutir, acaloradamente, sobre um tema deveras singular: “o cultivo da vinha”…
Nos dias de hoje, e em muitas e variadas situações, há quem esteja preocupado com “o cultivo da vinha” em vez de enfrentar os sérios, graves e verdadeiros problemas que nos assolam. Há por aí bizantices até dizer chega, e não só as relacionadas com Trump e Bolsonaro… Temo-las dentro de portas. Por exemplo:

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