Encerramento Escola Salão: Pais reúnem com deputados e directora regional mas sem soluções à vista

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 Os encarregados de educação dos alunos da Escola Básica e Jardim de Infância do Salão não desistem de evitar o encerramento daquele estabelecimento de ensino. Ao longo desta semana, reuniram com os deputados regionais do PSD e do PS eleitos pelo Faial, e também com o presidente da Câmara Municipal da Horta. No entanto, o ponto alto deste périplo de reuniões na tentativa de evitar o encerramento da escola foi o encontro com a directora regional da Educação e Formação, na noite de quarta-feira.

Foi precisamente numa das salas da Escola do Salão que os pais compareceram em força para ouvir o que Graça Teixeira tinha a dizer sobre o assunto, numa reunião que se arrastou por mais de duas horas, e onde os ânimos acabaram por se exaltar, com nenhuma das partes a querer ceder: os pais defendem que a manutenção da escola aberta é o melhor para os cerca de 20 alunos que ela alberga, ao passo que a tutela se mantém intransigente no seu encerramento. Graça Teixeira assegura que o que se pretende é melhorar as condições pedagógicas oferecidas às crianças salonenses, e que não existe justificação para manter aquela escola aberta. A novidade que a directora regional trouxe na bagagem consistiu em mais algumas escolas alternativas para onde os pais podem decidir encaminhar os filhos, e que antes se limitavam à Escola António Ávila, na cidade da Horta, e à Escola de Pedro Miguel, sendo esta última opção apenas para os alunos de Jardim de Infância.

No entanto os pais recusam-se a assinar a transferência dos filhos, e querem continuar a lutar. Alguns deles, nomeadamente aqueles cujos educandos frequentam o pré-escolar com 3 e 4 anos – idades em que este não é obrigatório – equacionam mesmo a possibilidade dos mesmos não frequentarem a escola no próximo ano.

Nesta reunião participaram apenas os encarregados de educação. O presidente da Junta de Freguesia do Salão, que se associou aos pais desde a primeira hora, esteve, no entanto, a aguardar o final do encontro, em conjunto com vários outros salonenses que, apesar de não terem filhos em idade escolar, se mostraram preocupados com a situação. No final, Luís Rodrigues lamentou o facto da Junta de Freguesia a que preside não ter sido tida nem achada neste processo, e reiterou a vontade da freguesia em continuar a lutar pela manutenção da escola.

Entretanto, Graça Teixeira disse aos órgãos de comunicação social presentes que os pais teriam, desde o momento da reunião, uma semana para decidir qual o estabelecimento escolar para onde querem encaminhar os filhos. No entanto, para já, estes recusam-se a assinar qualquer transferência.

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