Faial com 12 casas entregues à Banca em 2012

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Em 2012 foram entregues à Banca, no concelho da Horta, cerca de 12 imóveis, de acordo com um relatório da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). De entre os 19 concelhos açorianos, a Horta foi o sétimo com mais casas entregues à banca em 2012. Das cerca de 220 dações ocorridas nos Açores em 2012, 5,4% aconteceram no Faial.

O concelho com maior número de casas entregues à Banca foi Ponta Delgada, representando 29,9% do total regional. Seguem-se a Madalena, com 25,3%; Angra do Heroísmo e Ribeira grande, ambas com 8,6%; a Lagoa, com 6,8%; e a Praia da Vitória, com 5,9%. Lajes das Flores, Santa Cruz da Graciosa e Vila do Corvo não registaram qualquer dação em pagamento.

Comparando os dados de 2012 com os do ano anterior, é possível constatar que o número de casas entregues à Banca no Faial mais do que duplicou: Em 2011 foram cinco os imóveis em dação em pagamento na Horta, representando 2,1% do total de 235 imóveis nessas condições em toda a Região.

Tendência contrária registou-se na Região e no país: Em 2011 foram entregues, como já foi referido, 235 casas à Banca nos Açores, tendo esse número diminuído para 220 em 2012. A nível nacional, em 2011 foram entregues cerca de 6900 imóveis, passando esse número para cerca de 5500 em 2012. De acordo com Luís Lima, presidente da APEMIP, esta diminuição de 21% no número de imóveis entregues por dação em pagamento tem como causa a consciencialização do setor financeiro para as dificuldades das famílias.

A diminuição do número de imóveis entregues à Banca contrariou fortemente as expectativas existentes no início de 2012. No primeiro trimestre do ano transato, previa-se um “colapso autêntico do mercado imobiliário, com um aumento de 74% no número de imóveis entregues face ao mesmo período de 2011”. No entanto, como explica Luís Lima, os trimestres seguintes revelaram-se mais tranquilos, contrariando os receios instalados no setor. Esta tranquilidade mostra “que o setor financeiro passou a encarar o fenómeno com outra sensibilidade, passando a assumir um papel mais atento e preocupado junto dos seus clientes, e criando deste modo um ambiente mais propício à renegociação dos créditos que se revelou bastante importante”, explica o presidente da APEMIP.

 

 

 

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