Legislativas 2012 |Graça Silveira questiona obra de dragagem no novo porto da Horta

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A primeira candidata do CDS-PP/pelo Faial às legislativas regionais reuniu na manhã de hoje com a Administração da Portos dos Açores, S.A. (PA), com vista a esclarecer “alguns pormenores técnicos” em relação à obra do novo Terminal de Passageiros do Porto da Horta, mais precisamente sobre a empreitada de dragagem que está a decorrer.

Graça Silveira saiu da reunião como entrou, sem respostas para as questões que pretendia ver esclarecidas. A candidata explicou à comunicação social que o CDS-PP tinha solicitado uma reunião com Fernando Nascimento, presidente da PA, mas por indisponibilidade de agenda “na passada semana” e “nesta por motivo de férias” foi recebida por Luís Morais, representante da Portos dos Açores, S.A. Para a candidata do CDS-PP “infelizmente muitas das questões que eram demasiado técnicas não foram esclarecidas”.

A cota de atracagem foi uma das questões que a candidata quis ver clarificadas. Referindo uma entrevista de Fernando Nascimento ao Tribuna das Ilhas, em que o presidente da PA justificava esta nova dragagem com a nova política de funcionamento do porto, com novos barcos e utilização de rampas ro-ro, Graça quis saber por que razão a bacia não foi de imediato preparada com uma cota de -8,5: “ou enterraram as fundações a -2,5, e gastaram imenso dinheiro, ou houve um assoreamento de -2,5, que fundeou as fundações”, disse. Para Graça, é claro que o processo de dragagem não estava pensado inicialmente, tendo em conta que surgiu mais tarde, havendo necessidade de outro concurso público, e por isso só agora está a ser realizado.

Graça Silveira está, assim, preocupada com o facto da bacia poder vir a ser freqentemente vítima de assoreamentos, ou seja, da entrada de areias que façam diminuir a cota. De Luís Morais, no entanto, diz não ter obtido esclarecimento sobre essa situação.

A candidata mostrou-se também apreensiva com o facto da areia que está a ser dragada da nova bacia estar a ser depositada no exterior da doca, para fazer o controlo da alga infestante que se tem revelado uma praga nas águas faialenses. Graça Silveira quer saber se não há o perigo dessa areia ser devolvida ao seu local de origem pela acção do mar, tornando infrutífero o actual processo de dragagem. “Fora da doca nunca foi uma zona de assoreamento, nunca houve naturalmente depósitos de areia ali, provavelmente por questões hidrodinâmicas e por questões de maré”, portanto, para Graça, “a areia que nós estamos ali a colocar de uma forma artificial vai deixar de estar”.

Graça Silveira aponta sugestões para outras utilizações da areia: “porque não se utiliza aquela areia, por exemplo, para as Juntas de Freguesia, que precisam frequentemente?”. Para a cabeça-de-lista isto demonstra que existe uma “falta de articulação na utilização dos dinheiros públicos”.

 

 

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