Legislativas Regionais -PSD quer reconhecimento da Horta como Capital de Mar

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A lista de candidatos do PSD pelo círculo eleitoral do Faial às legislativas de Outubro visitou no final da passada semana a Escola Profissional da Horta (EPH), onde reuniu com o Director Geral deste estabelecimento de ensino, Eduardo Caetano de Sousa.

Uma das preocupações que foi transmitida pela EPH prende-se com o número de cursos aprovados. Até agora esta escola conseguia a aprovação de três cursos de formação profissional, mas, neste ano formativo, viu serem aprovados apenas dois. 

Também o alargamento da escolaridade obrigatória surge como uma preocupação a que a escola profissional tem de dar resposta, na medida em que começam a surgir na instituição jovens com dificuldades de aprendizagem e com necessidades de um ensino mais especializado, que exigem outro tipo de actuação por parte da escola.

Esta visita não teve como único propósito auscultar as preocupações dos seus responsáveis, mas apresentar também algumas sugestões que visem contribuir para melhorar o seu funcionamento. Neste contexto, Alice Rosa, candidata social-democrata que conhece bem a realidade deste estabelecimento, explicou que, “foi proposta à escola a criação de protocolos e parcerias entre o ensino regular e o profissional, de forma a garantir a esses jovens que começam agora a surgir e que apresentam algumas dificuldades de aprendizagem um ensino mais profissional, mais funcional de acordo com os seus perfis e de acordo com o meio que os virá a receber em termos profissionais”.

Outra das sugestões deixadas pelos candidatos tem a ver com o reconhecimento da Horta como Capital do Mar. “Como sabemos, a centralidade da Horta nos assuntos do mar deve fazer-se na economia, mas, com igual preocupação, em outras áreas como é o caso da formação profissional”, disse Alice Rosa.

Embora considere que “a EPH, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver no seio da comunidade em que se insere, deve manter a sua configuração actual no que concerne ao que está consagrado nos seus estatutos, projecto educativos, princípios, natureza e missão”, Alice Rosa entende que esta escola deve garantir “igualmente uma resposta às necessidades de formação profissional tanto da ilha como do Triângulo e até mesmo da Região”. A candidata vê o mar “numa perspectiva holística, como um factor de valorização nas suas diversas dimensões e potencialidades”, e considera, portanto, que à oferta formativa da EPH se deve juntar uma área de especialização nas profissões de mar. 

Para a candidata laranja, é importante não só “dotar os jovens de cursos profissionais no âmbito das profissões no mar” mas também “ter uma preocupação acrescida na qualificação e requalificação de activos desta área que necessitam de actualizações, ao nível de diversos aspectos, como por exemplo de recuperação de embarcações de recreio”.

Até ao presente ano lectivo a EPH já promoveu duas acções na área do mar, uma em 2005, através do Curso Técnico de Recursos Marinhos/ Oceanografia Pesqueira e outra, neste momento em funcionamento, com o curso de Construção Naval/Embarcações de Recreio. Segundo Eduardo Caetano de Sousa, estes cursos “foram considerados uma mais-valia no desenvolvimento da formação”. Por sua vez, Alice Rosa vê estes cursos como uma forma de ir ao encontro daquilo que deve ser um dos propósitos do ensino profissional, que é “proporcionar a criação do auto emprego e enfatizar a área do empreendedorismo”.

No final, a candidata fez um balanço produtivo do encontro: “a EPH mostrou-se receptiva às propostas efectuadas e propõe-se fazer esse reconhecimento da vocação da Horta como a Capital do Mar”, referiu, acrescentando que “é aí que temos que centrar o reconhecimento da Horta, como sendo um lugar privilegiado não só pelas embarcações que existem localmente, mas também pelas embarcações que atravessam o Atlântico, que aqui fazem escala e podem receber apoio, não só nas pequenas reparações”.

Alice Rosa destacou também o facto da EPH estar a desenvolver um curso do programa Reactivar para desempregados de média e longa duração “dando desta forma resposta a uma lacuna existente a nível local, que é o combate ao desemprego”.

 

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