Núcleo do Faial da Amnistia Internacional promove sessão para assinalar o Dia Internacional contra a Homofobia

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O Núcleo do Faial da Amnistia Internacional, promoveu no passado fim de semana uma sessão intitulada “Aceito ou preconceito” com vista a assinalar o Dia Internacional dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Este Núcleo composto por seis alunos da Escola Secundária Manuel de Arriaga, foi criado em dezembro e desde então tem promovido diversas iniciativas no âmbito dos direitos humanos

 

Dando continuidade ao ciclo de sessões que iniciou este ano, no âmbito dos temas propostos pela Amnistia Internacional, o Núcleo do Faial levou a cabo no passado dia 17 de junho mais uma ação de debate e esclarecimento, aberta à população faialense, que teve como objetivo assinalar o Dia Internacional contra a Homofobia.

A sessão “Aceito ou preconceito”, decorreu na Casa de Chá pretendeu abordar os direitos humanos em particular o preconceito que ainda existe em relação aos LGBT, que continua muito enraizado nas mentalidades e nas relações sociais.

Na ocasião Júlia Branco, membro do Núcleo do Faial, explicou que a “Amnistia ao longo do ano propõe vários temas a debate, um deles é os direitos dos LGBT, que nós decidimos abordar hoje, por ser o Dia Internacional do orgulho LGBT”, revelou acrescentando que era importante o Núcleo juntar-se a esta causa e trazer ao Faial este tema uma vez que “estão a decorrer iniciativas por Portugal e pelo mundo inteiro”, disse.

De acordo com Júlia o evento pretende ser acima de tudo uma reflexão sobre a liberdade da orientação sexual e de identidade de género, enquanto direitos humanos. “A nossa atividade é muito no sentido das pessoas refletirem que os LGBT, são como as outras, que merecem ter os mesmo direitos que os outros, que não procuram qualquer privilégio mas sim um mundo onde todos tenham as mesmas liberdades e igualdades”.

Júlia revelou ainda à nossa reportagem, que o Núcleo do Faial, surgiu por considerarem que era importante trazer a Amnistia Internacional para o Faial. “Nós sentimos que por vezes estamos um pouco longe destas temáticas importantes como os direitos humanos e a luta que temos de travar para que os direitos de todas as pessoas sejam respeitados”, afirmou.

Desde que foi criado em Dezembro o Núcleo do Faial, já abordou dois dos temas propostos pela Amnistia Internacional e tenciona até ao final do verão abordar mais dois, nomeadamente o tema do apoio aos refugiados e a pena de morte.

O Núcleo do Faial da Amnistia Internacional é composto por seis elementos e o objetivo é que o grupo venha a crescer. Nesse sentido Júlia revela que “que o Núcleo tem promovido atividades junto das turmas da escola para divulgar e para trazer mais membros para o grupo”, até porque três dos seus elementos vão sair da ilha no próximo ano, “portanto estamos à procura de novos membros que não tem de ser só da comunidade escolar”, frisou.

A este respeito, a jovem adianta que estão muito satisfeitos com o interesse que o Núcleo tem despertado junto da comunidade escolar. “Desde que fizemos a primeira iniciativa em dezembro tem havido muita adesão. Verificamos que houve muitas pessoas que se interessaram e que participaram. Houve inclusive alunos que vieram falar com a gente e mandaram e-mail a dizer que se queriam juntar ao núcleo”, revelou.

 

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