O Começo

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Inicia-se hoje a minha colaboração com o Tribuna das Ilhas, agradecendo, desde já, ao semanário a oportunidade que me dá de partilhar ideias, propostas ou meras reflexões com os seus leitores. Aceitei fazê-lo pelo desafio, consciente das responsabilidades que daí poderão advir. A escrita não é algo simples, sujeitando-me à apreciação e critica, que por vezes é pertinente e justa, mas noutras nem sempre o são. Quem escreve, expõe-se, mas faço-o com confiança e convicção: que para um real debate de ideias só é possível ouvir todos, e com todos chegar a um consenso. 

Numa altura em que são muitas as vozes que se levantam sobre a alienação dos jovens da política e da participação na sociedade onde se inserem, é fundamental, que nós jovens, não nos resignemos. Já dizia Sebastião da Gama “pelo sonho é que vamos (…)” e é o sonho que comanda a vida! O futuro está ali, ao virar da esquina… e é nosso, dos jovens! Não baixemos os braços e vamos à luta, à luta por aquilo que nos inquieta, por aquilo que ansiamos, por aquilo que esperamos… por nós, pelos nossos filhos e por uma sociedade melhor! É fundamental a necessidade de criar soluções que unam sinergias entre os vários decisores políticos, económicos e sociais.
Neste contexto, construir um projeto para a Juventude Faialense só será possível com a colaboração da iniciativa dos cidadãos, através do associativismo, e das empresas, com a exigência transparente e democrática da atuação política e com a reivindicação pela prestação de serviços de qualidade por parte das Instituições Municipais. Os partidos políticos e, por vezes, os sindicatos parecem ficar excluídos do conceito de associação, pelas relações que têm com o Estado, mas por outro lado, na tradiçãoanglo- saxónica, fala-se em associação num sentido tão abrangente que chega a incluir a família. As associações são um núcleo fundamental da sociedade civil. Estas colocam no espaço público os problemas vividos pelos indivíduos na esfera privada, reformulando-os em problemas sociais para serem discutidos publicamente. Este é um processo enriquecedor da deliberação democrática e da consciência social e política dos cidadãos.
O associativismo instrumentaliza os mecanismos que concretizam as demandas sociais e que tornam os homens mais próximos da busca de autonomia e na promoção do desenvolvimento local. E, a cooperação, por sua vez, passa a ser a força indutora que modifica comportamentos e abre caminhos para incorporar novos conhecimentos.
Desta forma, cria um tecido flexível mediante o qual se enlaçam distintos atores, produzindo um todo harmónico que culmina no estabelecimento de uma comunidade de interesses, em uma estrutura que deve ser ajustada para refletir os padrões de comunicações, inter-relações e cooperação, reforçando a identidade do associativismo e a dimensão humana.
Termino reiterando a importância do associativismo,as associações podem ser uma fonte de influências positivas para os jovens, ajudando-os num melhor desenvolvimento social e psicológico, ao mesmo tempo pode transmitir sentimentos como Justiça, solidariedade, entrega, responsabilidade, cooperação, consciência social, entre outros. Contudo, urge mudar a maneira tradicional da participação cívica, reinventar outras modalidades de participação de maneira a acompanhar os jovens.

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