Ordem dos Enfermeiros repudia agressão a Enfermeiro na Ilha Terceira e exige mais segurança

0
5
DR
DR

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros visitou ontem, em Angra do
Heroísmo, a equipa de enfermagem do Programa PercurSOs, no seguimento da denúncia de agressões a um Enfermeiro desta equipa por parte de 2 utentes.
No seguimento desta visita, o Enfermeiro Pedro Soares manifestou de forma veemente o seu repúdio pela situação denunciada, e indicou: “A agressão a um Enfermeiro a que se assistiu na passada semana foi a gota de água numa situação de insegurança que estes profissionais enfrentam todos os dias nestas instalações. É urgente que seja corrigida esta situação para que, à semelhança do que acontece em outras instituições do género, haja segurança.
Começa a ser cada vez mais recorrente a ocorrência de episódios de violência contra os
profissionais de saúde, situação intolerável e claramente condenável.”
O PercurSOs, que consiste num programa de tratamento por substituição de opiáceos,
abrange utentes de ambos os concelhos municipais da Ilha Terceira, incluindo aqueles que se encontram no Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, enviando ainda as doses
necessárias de Cloridrato de Metadona para as ilhas do grupo ocidental e central.
Esta equipa de Enfermagem divide-se por forma a poder realizar atendimentos presenciais
na sede do programa e na sua unidade móvel que diariamente se desloca em ambos os
concelhos da Ilha Terceira num itinerário previamente programado de cerca de 100 km. O
programa acompanha 429 utentes, sendo que, para o Presidente do Conselho Diretivo
Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, “este programa carece de um apoio
substancial em termos de aumento do número de Enfermeiros na equipa. O ideal seriam 7
profissionais e, atualmente, muitos são os dias em que estão apenas 3.”
“Estamos perante uma tipologia de utente muito específica que exige um acompanhamento
contínuo e não apenas de segunda a sexta-feira, sob pena de uso indevido ao fim de semana das doses atribuídas”. Pedro Soares refere ainda que “é com tristeza que percebemos o desinvestimento feito neste projeto no passado e que se reflete não só na falta de recursos humanos, mas também na falta de condições físicas do espaço, por exemplo para as consultas de Enfermagem, condições essas tão importantes para o trabalho a desenvolver, situações estas que a Ordem dos Enfermeiros irá reportar à tutela.”

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO