Parceiros de projeto de cooperação inter-regional encerram encontro nos Açores com plantação de endémicas

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A Diretora Regional dos Assuntos Europeus destacou sexta-feira, em Angra do Heroísmo, o “simbolismo” da plantação de árvores efetuada no âmbito do projeto ‘Ilhas de Inovação’.

“Este momento simbólico de plantação destas oito árvores, uma em nome de cada região parceira do ‘Ilhas de Inovação’ e uma representado o próprio projeto, foi pensado não apenas como um pequeno contributo para a redução da pegada de carbono do evento, mas também, e sobretudo, para que estas regiões deixem algo de muito concreto e tangível nos Açores” disse Célia Azevedo, desafiando os participantes a regressarem futuramente à Região para verem o crescimento da sua árvore.

Para a Diretora Regional dos Recursos Florestais, que também participou na iniciativa, “a plantação de oito espécies lenhosas endémicas no âmbito deste projeto europeu é uma mais valia, desde logo para o meio ambiente, para também para a promoção das espécies endémicas dos Açores”.

“Utilizar estas espécies, que são produzidas nos nossos viveiros florestais é uma forma de divulgar a identidade açoriana perante as Regiões que nos visitam”, considerou Anabela Isidoro, acrescentando que “as espécies lenhosas endémicas estão cada vez mais a ser utilizadas em projetos de arborização públicos e privados, pelo valor que representam para os nossos ecossistemas”.

Na Reserva Florestal do Monte Brasil, onde estão em curso vários trabalhos de reordenamento espacial, ajardinamento e requalificação paisagística, foram hoje plantadas espécies como o Cedro do Mato, Louro, Sanguinho, Pau Branco, Ginjas do Mato e Folhados.

Anabela Isidoro referiu, ainda, que o Dragoeiro é a espécie que simbolizará o projeto ‘Ilhas de Inovação’ e a árvore que representa os Açores será um azevinho.

Este momento marcou o final da 6ª reunião de parceiros do projeto de cooperação inter-regional ‘Ilhas de Inovação’, que decorreu na ilha Terceira, de 22 a 25 de outubro, reunindo regiões insulares dos Países Baixos (Frísia), da Dinamarca (Samsø), de França (Guadalupe), da Estónia (Saaremaa), da Grécia (Egeu do Norte) e de Portugal (Açores e Madeira).

Do programa constaram visitas a projetos e locais de interesse como o Museu do Vinho dos Biscoitos, a Quinta dos Açores, o centro histórico de Angra e o Terceira Tech Island, além de uma sessão sobre ‘Inovação na Agricultura, Pecuária e Agroindústria’, que teve lugar na Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores, uma sessão formativa sobre a história dos Açores, da Terceira, e de Angra e ainda uma sessão sobre ‘Juventude – Inovação e Empreendedorismo’ onde foram apresentados e discutidos os resultados de um inquérito, conduzido por este projeto, a cerca de 900 jovens de todas as ilhas dos Açores.

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