Parlamento aprova criação da Rede de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental nos Açores

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Os deputados aprovaram na tarde de terça feira, primeiro dias de trabalhos, da sessão plenária de setembro, que está a decorrer na Horta a proposta do Governo dos Açores que visa a criação da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental (RRCCISM).
Para o secretário regional da Saúde a criação da RRCCISM, assume “grande importância” uma vez que, no seu entender, permite “mudar o paradigma do acompanhamento dos doentes de saúde mental nos Açores”, bem como o seu acompanhamento “com o rigor e a qualidade necessários à sua condição, indo de encontro às evidências científicas nesta área”, defendeu.
Segundo o titular da pasta da Saúde a RRCCISM, é um projeto que visa “potenciar o trabalho em rede, baseado no saber e na prática de equipas multidisciplinares” e apresenta-se como um compromisso assumido no Plano de Ação para a Reestruturação do Serviço Regional de Saúde, que pretende “transformar o conceito de contratualização de camas de internamento no conceito de contratualização da promoção da integração dos utentes na sociedade”.
“A iniciativa legislativa agora aprovada surge na sequência de um trabalho desenvolvido em consenso pela Comissão Regional de Acompanhamento e Avaliação dos Serviços de Saúde Mental, composta por elementos das especialidades de Psiquiatria e Psicologia Clínica em diversas áreas de referência e em representação dos serviços com competência na matéria”, divulgou o secretário.
Com esta medida, revela ainda “pretende-se, assim, criar unidades de internamento de curta, média e longa duração, unidades residenciais, unidades socio-ocupacionais e equipas de saúde mental de apoio domiciliário”.
Assim e à semelhança do que acontece com a Rede Regional de Cuidados Continuados, “será criada uma equipa de coordenação permanente, que ficará responsável por gerir as admissões e as altas das unidades da rede, bem como definir as necessidades de parcerias para cada uma das valências”, adiantou Luís Cabral.
Para o governante os objetivos desta legislação passam, principalmente, por diferenciar o tipo de apoio e o respetivo financiamento, “passando de um modelo de internamento para um modelo mais de ambulatório, assim como investir na reabilitação em detrimento da manutenção, para que os utentes tenham uma integração em comunidade”, acrescentou.
Este é segundo o secretário “um passo importante que o Governo Regional pretende dar ainda nesta legislatura para que sejam realizadas as negociações necessárias com os parceiros sociais, no sentido desta rede de proximidade poder estar implementada em pleno já em 2017”, anunciou.
De acordo com o governante, “atualmente, existem nos Açores 13 psiquiatras e 41 enfermeiros especialistas em saúde mental.

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