Que a Pista do Aeroporto seja tida como eterna condenada ou que continue em banho-maria, são duas coisas que nem se devem pôr.
É que se assim fosse nada havia a fazer, jamais embarcando na opinião de Passos Coelho, quando 1º. Ministro esteve no Faial, até em campanha…
Mas para tanto torna-se necessário, mesmo urgente, que os autarcas faialenses, com o Presidente da Câmara da Horta à cabeça, não deixem de bater o pé, e com força, esquecendo-se de filiações rosas e laranjas, cores dos Partidos que dividiram ao meio a governança da Ilha e da Região neste quarenta anos de autonomia.
Recorde-se o histórico dito do Duque de Ávila e Bolama: Primeira sou Faialense, depois Açoriano e Português.
De recordar também que foi político assaz considerado em Portugal e na Europa.
Recorrendo à sabedoria popular de que a união faz a força, estamos certos de que os Faialenses todos juntos serão capazes de exigir dos Governantes Regionais o devido respeito pelos justos interesses da sua e nossa Ilha.
E entre tantos, infelizmente muitos, está o aumento da Pista do Aeroporto e correspondentes condições para receber sem restrições o maior número possível de aeronaves.
Cada dia que passa torna-se cada vez maior o problema de aumentar os 300 (trezentos) metros há muito desejados, aliás vitais ao desenvolvimento do Faial e do Triângulo.
É que estas ilhas, qual mini-arquipélago, no centro açoriano, não podem nem devem continuar sujeitas aos restos de São Miguel e da Terceira.
E uma vez aumentada a Pista do Faial, ficariam também com o direito de usufruírem voos regulares para Boston, mesmo que fossem em charters, quiçá até sem igual favor dado aos low cost…
CONFEITARIA DONA AMÉLIA
Não haverá açoriano que já não se tenha deliciado com o bolinho Dona Amélia, uma especialidade terceirense, surgida após a visita do Rei D. Carlos e da Rainha Dona Amélia à Ilha de nosso Senhor Jesus Cristo, aquando da viagem real aos Açores em princípios do século XX.
E entre os açorianos está uma faialense, de nome Cristina, como ouvimos na Antena 1 que, indo para Lisboa a fim de prosseguir estudos universitários, acabou por se radicar e casar na Capital.
Com o marido dedicou-se à restauração na baixa lisboeta, abrindo agora uma Confeitaria a que, por sugestão de um dos sócios de pequeno grupo, não exitou em dar o nome de “Dona Amélia”, por ainda ter na boca o sabor do tradicional doce da Terceira.
LIDER da OPOSIÇÃO
Pelo menos, uma vez já nos referimos à incompreensível designação de Líder da Oposição, por parte de jornalistas continentais ao Secretário Geral do PS ou ao Presidente do PSD (agora), Partidos que se vêm revezando na Governança.
Como se sabe, tal cargo não existe em Portugal, e não acreditamos que confundam a Assembleia Nacional ou da República (no papel) com a Câmara dos Comuns do Reino Unido.
A propósito, Passos Coelho, aquando da coligação com o CDS, era de facto Líder da Oposição o que não acontece com António Costa, já que chefia um Governo sob condição duvidosa e em que é difícil adivinhar a disposição de Catarina Martins do BE e de Jerónimo Sousa do PCP ao acordarem para mais um dia da geringonça.
FLAMENGUENSE na FILARMONIA
Num dos últimos escritos referimo-nos ao interessante programa “Filarmonia” que a Atena 1 transmite nas manhãs dominicais.
Em 17 de Abril tivemos a oportunidade de ouvir, a abrir, a marcha/concerto “Noite de luar” do conhecido maestro Valdemiro Sequeira, em primorosa execução da Nova Artista Flamenguense.
E naturalmente veio ao meu recordar dois amigos e distintos músicos: João Ramos e Manuel Gaudêncio que, durante anos, foram competentes e interessados regentes da popular Filarmónica do Vale.












