Reflexões Crónicas – Vai Ficar Tudo Bem?

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DR/TI
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Um destes sábados ao final da tarde fui sentar-me aos pés do cavalo de D. José, na Praça do Comércio. A praça é sempre a mesma, mas naquele dia parecia outro local, como se tivesse renascido novamente das ruínas do Terramoto. É que ao longo do último ano e meio, ali como em todo o lado, tem reinado o relativo silêncio. Talvez se sinta mais pela Baixa de Lisboa, normalmente invadida por turistas. No ano passado, um ano estranho e um tanto assustador, não senti o Verão. Nem me lembro já o que fiz por esses meses. Só sei que não o senti, não me soube a nada. Agora, numa noite de Agosto, a Baixa encheu-se novamente de gente e, apesar do cuidado para não andar no meio da multidão, pude sentar-me perto o suficiente para ouvir línguas, gargalhadas e gritos de crianças. Nessa noite soube-me a Agosto.

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