Sobre a indiferença em versão animalesca

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Ricardo Madruga da Costa
DR/TI

Tive enorme dificuldade em arranjar título para estas linhas cuja expressão fica extremamente afastada do grau de violência desejado. E isto dá nota da dimensão dantesca que, de facto, está em causa. O vocabulário esgotou-se e a tentativa de transmitir fielmente a imagem horrenda do que está em jogo, acabou por se traduzir em frustrante incapacidade prática. E antes que fiquemos perdidos, refira-se que o que escrevo tem a ver com um fulano chamado Putin. Fulano corresponderá escassamente (é o que desejo), à forma mais abstracta e menos próxima da definição da condição humana quando esta ainda mostra muito vagamente uns difusos vestígios da dita condição. O tal fulano nem mereceria uns farelos de escrita, mas não resisto. E o tema que desejo dedicar-lhe tem a ver com o vocábulo “indiferença”. Isto a propósito do navio russo mandado para o fundo pelos ucranianos. Trouxe-me à mente um resquício da nossa Batalha Naval em intervalo de aulas…Regozijei-me. Embora lamentando, naturalmente, as vidas perdidas.

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