1 A existência apenas de Hospitais nas três ex-capitais de distrito vem mais ou menos da criação da Região Autónoma dos Açores.
Também nos lembramos que a manutenção dum hospital na Horta foi osso duro de roer uma vez que os parceiros políticos achavam que um centro de saúde seria q.b. para o Faial.
E porventura tal propósito teria ido por diante se os deputados faialenses não tivessem batido o pé, tanto mais que então a voz dos laranjas ainda era ouvida, para não dizer que metia medo à governança de Mota Amaral.
Mesmo assim, o Hospital da Horta, sem nome específico ao contrário dos congéneres, tem tido vida agitada, como sucede agora com a não disfarçada intenção de esvaziamento de importantes valências, conquanto sempre servido com um corpo clínico idóneo.
Uma situação de que nos temos apercebido pela televisão e jornais, sobretudo nos oportunos artigos do deputado Costa Pereira, alertando para o amanhã, mesmo depois do passo atrás dado pelo titular da Saúde.
Será de lembrar aos mais distraídos que ao Hospital da Horta têm acesso fácil as populações das Ilhas do Triângulo e de que os voos das Flores e Corvo são mais breves do que para a Terceira o que conta quando se trate de salvar uma vida.
E já que estou com a mão na massa, continuo a ser de opinião: uma ilha, um hospital, naturalmente com valências ajustadas às respectivas populações, e que um hospital por mais pequeno que seja tem mais aceitação do que qualquer centro de saúde.
Recorde-se que antes só o Corvo não tinha hospital …
2 Desde a década de 50 do século passado que me habituei a ouvir o nome de Óscar da Rocha, especialmente no “Correio da Horta”, jornal que, durante anos, contou com a preciosa colaboração do venerável cidadão corvino cuja correspondência era assaz aguardada pela redacção.
Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente mas era-me tão familiar como se com ele convivesse diariamente.
Natural pois que tivesse lido com o maior agrado o artigo de Armas Trigueiro sobre o neto, de Óscar da Rocha também chamado, com Manuel Valentim pelo meio.
E pelo que li, gostei saber tratar-se de ilustrado corvino da actual geração, digno descendente e membro duma família muito considerada na pequena/grande ilha açoriana.
Por sinal, já meu pai falava com amizade e apreço de Pedro Penedo da Rocha, bisavô de Óscar Manuel Valentim da Rocha deixando-me mesmo a ideia de ser professor inteligente e afável, com grande espírito humorístico.
Aliás, bem patente em ‘‘Calhau” que sempre acrescentava quando alguém o tratava pelo nome completo, quer cerimoniosamente, quer pelos que o chamavam apenas por Pedro.
3 Já vem sendo notícia o nascimento de crianças a bordo de helicópteros da Força Aérea em voos de emergência para transporte de parturientes.
Recentemente, uma senhora embarcada na Graciosa deu à luz em viagem para o heliporto do Hospital de Santo Espírito, na Terceira. a 31ª.criança nascida a bordo de um dos referidos aparelhos.
Vivendo ainda no Faial, isto há mais de 30 anos, verificou-se um invulgar nascimento, mas a bordo duma das lanchas do Pico que fora a São Jorge de urgência buscar uma grávida.
Tratando-se de caso raro, quiçá inédito, a notícia correu célere a baixa da Horta, das Angústias à Conceição, pelo que muitos foram os citadinos que acorreram ao cais de Santa Cruz para aguardar a chegada da “Velas”.
Com a equipa médica chefiada pelo Dr. José Pereira e respectiva ambulância já no Largo Manuel d’Arriaga, o parto aconteceu na altura em que embarcação passava o redondo da Doca.
Naturalmente que a criança, sã e escorreita e a mãe foram transportadas para o Hospital Walter Bensaude.
4 A 23 de Setembro o Governo Coelho/Portas, como a oposição lhe passou a chamar, fez a entrega de cinco e tantos milhões de euros, baixando a dívida portuguesa em 3 (três) por cento.
Ora, enquanto uns receberam com natural agrado a notícia, outros tentaram menosprezá-la com as mais descabidas invenções, com Seguro a dizer tratar-se antes de um dia negro, com o “argumento” de para a dita data ter sido anunciado o regressa aos mercados, sabendo-se que tal facto já havia sido sucedido meses antes, embora sem carácter definitivo.
Maneiras de ver, como diria o saudoso jornalista Rogério Gonçalves na assim intitulada coluna diária no seu “O Telégrafo”, ainda não esquecida, e que versava oportunos assuntos da vida faialense, mas pela positiva, em autêntica lição aos democratas de hoje.
* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico












