Deixei-me atrasar, talvez erradamente, e contrariando as insistências da minha mulher, que me dizia não fazer sentido a minha ausência numa explosão de homenagens ao Alberto Romão que todos os dias surgiam nos órgãos da comunicação social
O que me fez permanecer ausente foi o receio de não ser capaz de corresponder aquilo que a situação realmente impunha: uma homenagem simultaneamente sentida e amiga.
A amizade com o Alberto data de muitos anos, quando ambos frequentamos Cursos de Cristandade: ele, como sempre o grande impulsionador e participante, eu num começo de “abrir os olhos” para as verdadeiras realidades da fé cristã.
E assim continuou ao longo do tempo; não só por esse elo de início mas também pela sua personalidade, agora mais do que nunca deixada em evidência, de pessoa de excecionais qualidades.
O meu acanhamento termina aqui, com aquele abraço de despedida, até que nos voltemos a encontrar naquela realidade em que ambos acreditamos.











