Chegou a semana passada o anúncio esperado por parte do Presidente da República de dissolver o Parlamento dos Açores e convocar eleições antecipadas. A crise política instalada com o chumbo do orçamento da Região, na verdade, começou há muito tempo e não foi novidade para nenhum açoriano. A aparente estabilidade governativa apoiada pelos partidos da direita e extrema-direita caiu por terra oficialmente em março deste ano. Nessa altura, o Presidente da República deveria ter exigido uma clarificação, mas, lamentavelmente, não o fez. Esta retirada de apoio parlamentar a dez meses do fim da legislatura, vem embrulhada em calculismo político e não em alguma discordância com as agendas políticas.
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