As más companhias de… Sócrates!

0
26

 Dando seguimento ao penúltimo artigo, e ao périplo que Sócrates fez pelo mundo para “vender” Portugal, entendo ser útil analisar os nossos futuros donos, e a sua idoneidade.

Investir e captar investimento é uma coisa, vender Portugal ao desbarato a pessoas, entidades ou países que não respeitam o direito internacional, é outra bem diferente.

Porque será que o 1º mundo e os regimes democráticos deixaram de “dar trela” a Sócrates?

E porque será que, de repente, uma série de países marginais nos dão cobertura, nos compram uma dívida desinteressante, apoiando-nos nas dificuldades económicas em que nos meteram, fruto de abusos sucessivos

Será pelos bonitos olhos de Sócrates? Certamente, que não!

Então, o que lhes dará Sócrates em troca?

Duas coisas, muito importantes, para países que pertencem ao submundo das ditaduras, dos regimes totalitários, que não respeitam a liberdade, a democracia, os direitos do homem e da criança, a Convenção de Quioto, onde a corrupção impera, e onde os Presidentes, suas famílias e amigos, roubam descaradamente a riqueza desses países em proveito próprio.

Sócrates vende-lhes Portugal, aos retalhos, sejam porções de terra, sejam bancos, gasolineiras, redes de telecomunicações, companhias de aviação, dívida pública… tudo o que vier à rede, é bom peixe para venda, para sustentar este estado socialista!

Por arrasto, e porque “quem rouba a ladrão, tem cem anos de perdão”, esses países ou pessoas ainda ganham uma falsa respeitabilidade, porque lavam o dinheiro e a honra…, já que “uma mão, lava a outra”.

Mas Sócrates ainda lhes acena com um franco e fácil acesso ao mercado europeu, abrindo-lhes a “porta da cozinha”, chamada Portugal, vendendo-lhes passagens Low-cost para a verdadeira Europa, by Lisbon.

Sócrates assume o papel internacional daquele emigrante europeu subalterno, fura-vidas, que facilita o acesso aos donos da casa, pela porta dos fundos (a terroristas ou ladrões), a troco de uns cobres, para equilibrar a sua dívida pública” – dinheiro fácil, em vez de trabalhar em reformas estruturais para o pais.

Este, tem sido o papel que, cada vez mais frequentemente, Portugal se presta a fazer, perante uma comunidade internacional marginal, ávida de chegar ao primeiro mundo – a Europa!

Europa que, fruto de um forçado alargamento, cujas fronteiras ultrapassam os limites que todos nós aprendemos nos manuais da 4ª classe, vê-se a braços com uma enorme heterogeneidade, difícil de controlar e uniformizar, agravada pela má gestão dos três países do sul, curiosamente, os únicos governados por socialistas, a saber: Portugal, Espanha e Grécia.

Sócrates, em vez de se aproximar do centro da Europa, abre mais o circo de operações, e amiga-se com países como a Venezuela, Angola ou a China.

Porque será? Quem será o pai desta criança?

Eu sei lá…, eu sei lá!

 

HUGO CHÁVEZ completou 12 anos de poder, no qual se eterniza, graças aos plenos poderes dados pelo “seu” Congresso, para governar por decreto, para mais um mandato de 6 anos, num pais onde os opositores viram desaparecidos…

Em Outubro de 2010 visitou Portugal, e comprou a construção de 12 500 casas na Venezuela (que ainda não arrancaram), 2 navios para transporte de asfalto (que ainda não pagou a 1ª tranche) e… muito “Magalhães” versus “Canaima”, 350 mil em 2009, 525 mil em 2010 e muitos mais em 2011, para satisfação do fabricante do regime… – JP Sá Couto.

 

ISABEL dos SANTOS – A filha mais velha do Presidente Angolano Eduardo dos Santos, é a “testa de ferro” da riqueza ilegítima da família, desviando assim, do pai, o odioso ónus comum a todos os ditadores africanos, que pilham os fundos públicos, oferecendo às famílias as explorações petrolíferas, diamantíferas e negócios multimilionários.

Aos 34 anos, é uma das mulheres mais ricas do mundo, num pais com um dos maiores crescimentos económicos do mundo, mas onde 80% dos Angolanos vive com 1.50€ por dia.

A Holding de Isabel dos Santos participa em empresas do petróleo, dos diamantes, bancárias, telecomunicações, aviação, pescas, imobiliário e agricultura

A mulher mais poderosa de Portugal é angolana: participa no BPI (9.69%), no Grupo Espírito Santo (20% do BES Angola), no BIC (25%) no BFA (49.9%), na Portugal Telecom, no Grupo Américo Amorim, Galp, Green Cyber (35%), …

CHINA

A China compra mil e cem milhões da dívida portuguesa… A TROCO da parceria em empresas e bancos portugueses, e, como qualquer sócio que compra acções de uma “empresa”, quer mandar e dirigir os destinos dessa empresa: Portugal.

Assim, vem ao de cima a ESTRATÉGIA CHINESA, que manda pelo mundo fora os seus exércitos de comerciantes subsidiados, isentos de impostos e com malas cheias de dinheiro vivo: primeiro estoira com a economia desses países pobres, governados por ignorantes vaidosos, para depois lhes saltarem em cima, comprando a depauperada economia, por dois tostões. É fácil, é barato e dá milhões de postos de trabalho aos Chineses!

Portugal, Estados Unidos ou Holanda, não importa. O que importa é entrar… e destruir o mercado.

Seja com aviões (que nem as próprias empresas de aviação chinesas querem comprar…), seja com rebocadores a 50% do custo normal, o que interessa é vender a baixo custo, graças a uma produção de baixa qualidade e à artificial cotação da moeda chinesa.

Mas será que voam? Mas será que salvam vidas? Que importa?

QATAR

O Qatar é um país árabe, em regime de monarquia absoluta, rico em petróleo e gás natural, com um dos maiores PIB per capita do mundo

Sócrates disse que não foi ao Qatar vender a dívida, mas quem sabe (?) a TAP, a REN ou a GALP, cujos presidentes integravam a comitiva, para além de Teixeira dos Santos e Carlos Costa Pina – os homens incumbidos de promover a dívida e as privatizações.

Luís Amado contradisse Sócrates, e falou em tentativa de vender a dívida ao Qatar, numa tentativa de nos apresentarmos como mais atractivos aos nossos concorrentes e companheiros de infortúnio: Turquia, Grécia e Irlanda.

Claro que ao apoiar a candidatura ao Mundial de futebol no Qatar em 2022, Sócrates agora cobra “o favor” com oportunidades para os 60 empresários…, quiçá, a construção dos estádios.

 

CONCLUSÃO

Esta é a dura e crua realidade da politica de um Governo que joga o futuro de Portugal na roleta internacional.

Roleta, onde já rolaram as cabeças de Hosni Mubarak no Egipto, Zine El Abidine Ben Ali na Tunísia, e agora Muammar al-Gaddafi na Líbia, cujas colossais fortunas familiares resultam de saques aos respectivos países.

Os partidos PND de Mubarak, RCD de Ben Ali, FPI de Gbagbo, MPLA de Eduardo dos Santos e PSUV de Chávez eram membros da Internacional Socialista até agora, altura em que começaram a ser expulsos à pressa…

Todos estes ditadores são camaradas de Sócrates… Quem diria?

Inacreditável, e até, bizarro!… Ou talvez, não!

Margaret Thatcher é que definiu bem os estados socialistas:

“O socialismo dura até se lhes acabar o dinheiro dos outros”.

Até quando, em Portugal?

                                                                             Contributos, para

                                                                            [email protected]

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO

Por favor escreva o seu comentário!
Por favor coloque o seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!