Plenário arrancou hoje com acesso debate sobre quem é culpado pelo estado do País

0
6

Começou esta manhã a sessão plenária do mês de Abril do Plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Depois da conferência de líderes a ordem de trabalho indicava que os grandes temas a debate naquela câmara incidiriam, sobretudo, sobre o rendimento social de inserção e a atribuição de bolsas de estudo, todavia, a manhã do primeiro dia teve como guião a situação actual do país e a tentativa de atribuição de culpas por parte de todos os partidos com assento parlamentar.

Berto Messias, líder parlamentar do Partido Socialista, foi o primeiro a ocupar o púlpito para, numa longa intervenção, muito vaiada pela oposição, apontar armas a Passos Coelho e ao PSD.

O líder dos socialistas afirmou mesmo que “o PSD deve ser responsabilizado pela atitude irresponsável que teve no passado dia 23 de Março e os portugueses têm que saber que foi o comportamento desleixado do PSD que os vai prejudicar por longos anos.”
“O chamado PEC IV, que toda a oposição rejeitou em bloco por ser duro de mais para os portugueses, vai ser agora, por culpa exclusiva desta oposição, o ponto de partida para um pacote de austeridade muito mais duro, com consequências muito mais nefastas para as empresas e famílias portuguesas”, lamentou Berto Messias.
Na sua declaração política, o parlamentar socialista lembrou, ainda, que o PSD sabia, aquando do acordo estabelecido no Orçamento de Estado para 2011, que o PEC de então poderia ser alvo de actualizações. Perante isso, “o que se conhece deste PSD de Pedro Passos Coelho é uma sucessão de contradições e incongruências e um projecto político que abala os mais básicos pilares do Estado Social que devemos defender sem reservas”, disse Berto Messias.
Lançou, também, o repto para que Berta Cabral se entenda com Passos Coelho, já que o PSD nacional já anunciou a intenção de proceder à privatização da RTP/Açores, na mesma altura em que o Grupo Parlamentar do PSD/Açores apresentava uma resolução a dizer que devia ser o Estado a continuar a suportar a RTP/Açores.
Por sua vez, o líder parlamentar do PSD/Açores afirmou que o programa eleitoral que o PS tem a apresentar aos portugueses nas eleições legislativas de 5 de Junho é a “bancarrota” do país e a “crise social” a que os governos socialistas conduziram Portugal.
“O orgulho que o PS tem e apresenta como programa eleitoral é a bancarrota do país e a crise social profundíssima a que levou Portugal”, disse Duarte Freitas, na Assembleia Legislativa dos Açores.
O líder da bancada social-democrata salientou que o legado dos governos socialistas de José Sócrates consiste no “pior crescimento económico dos últimos 90 anos, numa dívida pública que duplicou entre 2005 e 2010 e no desemprego que é quase o dobro do que era há seis anos”.
Duarte Freitas lamentou ainda que o PS considere que a culpa da actual situação do país “é de todos os portugueses menos do iluminado José Sócrates”.

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores Artur Lima afirmou, que o PS e o PSD são o “FMI português” porque “já cortaram salários, congelaram promoções e progressões, congelaram pensões, aumentaram impostos”, lamentando que alguns dirigentes do PS/Açores sejam, neste momento, “veículos de transmissão da mentira, da mitomania e da propaganda política inaceitável” que José Sócrates faz.

Lima comparou mesmo o Congresso Nacional do PS “a um congresso de uma qualquer igreja, em que o pastor, o Zé, punha a mão na testa e caiam todos hipnotizados.

Para Artur Lima “irresponsável” o PS prometeu o que não podia e conduziu o País à actual situação: “Prometeram 150 mil emprego, mentira, não criarem; prometeram um cheque-bebé, mentira, não o deram; queriam um choque tecnológico, não o fizeram; queriam melhor educação, não o conseguiram. Os senhores levaram o País à falência com promessas eleitoralistas”.

O CDS-PP entende que “o PS enganou os funcionários públicos quando, em 2009, aumentaram os seus salários em 2,9%, quando não o podiam fazer, para a seguir os roubarem. Cortaram nos salários, cortaram nas pensões, cortaram nas prestações sociais, reduziram os benefícios fiscais, aumentaram impostos. Tomaram todas as medidas que o FMI vai tomar. Os senhores são o FMI português”.

Mas Artur Lima não se limitou a criticar só o PS: “O PSD não pode agora surgir como virgem impoluta, porque aprovou todos os PEC’s, toda a austeridade, o Código Contributivo. PS e PSD sempre se entenderam até aqui e vão entender-se depois das eleições, até porque o Dr. Passos Coelho assume que está disponível para um governo de bloco central, mas sem José Sócrates”.

Igual posição tiveram os líderes do PPM, Paulo Estevão, Zuraida Soares do Bloco de Esquerda e Aníbal Pires do PCP.

Nesta manhã foram ainda aprovados por unanimidade quatro votos de congratulação relacionados com os positivos resultados que as equipas açorianas tiveram em provas de cariz nacional, como é o caso do Candelária, Ribeirense e Angrense.

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO